Câmara de Campo Grande sedia fórum sobre o futuro do Brasil até 2050
A Câmara Municipal de Campo Grande foi palco, na manhã desta quarta-feira (18), do Fórum Participativo “Diálogos para Construção da Estratégia Brasil 2050”. A iniciativa integra uma série de encontros promovidos pelo Governo Federal para escutar a sociedade no processo de formulação do planejamento nacional de longo prazo.
Durante o encontro, foram destacados pontos estratégicos como a importância da Rota Bioceânica para aumentar a competitividade brasileira, a promoção da sustentabilidade, o acesso igualitário à educação, a distribuição de renda e a geração de um ambiente de segurança jurídica capaz de atrair investimentos. Todos esses elementos foram apontados como fundamentais para garantir avanços significativos às futuras gerações.
O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, destacou o papel da Casa como espaço legítimo para debates relevantes. Ele defendeu a ampliação da participação popular nos temas estratégicos de planejamento nacional e enfatizou que o Legislativo municipal já atua no planejamento da cidade com base nas demandas da população.
Papy reforçou ainda a importância de pensar no futuro, especialmente diante das transformações tecnológicas em curso. Segundo ele, “planejar é um compromisso com as gerações que virão”. O vereador também citou projetos concretos da Casa, como o Pronto Pro Trabalho — desenvolvido em parceria com o Senai/Fiems — que já qualificou 10 mil pessoas para o mercado profissional.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, abriu o evento e trouxe reflexões sobre o Brasil que se quer construir nos próximos anos. Ela questionou: “Que país teremos em 2030? E em 2050?”. Em sua fala, ressaltou o papel central da Rota Bioceânica, que conectará o Brasil aos oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias e ferrovias, passando por Mato Grosso do Sul e países vizinhos como Paraguai, Argentina e Chile. Para a ministra, “sem a Rota Bioceânica, o agronegócio brasileiro perde competitividade no cenário internacional”.
Tebet também afirmou que criar uma cultura de planejamento é essencial para o desenvolvimento do país e para gerar confiança nos investidores. Segundo ela, educação, igualdade social e sustentabilidade devem estar no centro das decisões futuras.
O governador Eduardo Riedel participou do encontro e elogiou a iniciativa. Segundo ele, “não somos apenas gestores do presente, mas arquitetos do futuro”. Riedel destacou o plano estratégico de Mato Grosso do Sul, estruturado em quatro pilares: prosperidade, sustentabilidade, tecnologia e inclusão. Ele também mencionou a meta de erradicar a pobreza extrema no Estado, hoje em 1,9%, e políticas voltadas à educação e à infraestrutura como parte desse esforço.
A senadora Soraya Thronicke também esteve presente e chamou atenção para a necessidade de crescimento com distribuição de renda, destacando o PIB per capita como indicador-chave para o desenvolvimento real. Já o deputado estadual Zeca do PT, que falou em nome da Assembleia Legislativa, defendeu um Brasil mais justo e integrado ao contexto internacional, por meio da superação da pobreza e da valorização das riquezas nacionais.
O fórum contou ainda com painéis sobre a construção da Estratégia Brasil 2050 e os desafios e oportunidades para o futuro do país, apresentados por Virgínia de Ângelis, Secretária Nacional de Planejamento. Participaram do evento representantes de universidades, do Instituto Federal, do setor produtivo, de movimentos sociais e grêmios estudantis.
Fóruns semelhantes estão sendo realizados em diversas capitais. A expectativa é que, em novembro, durante a COP 30, o presidente Lula entregue ao Congresso Nacional uma carta de intenções baseada nas discussões promovidas ao longo do ano.
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