Mãe presta depoimento e diz que já havia ‘doado’ outra filha para criação
Mulher de 44 anos, mãe de um menino de 7 anos que seguia viagem para o Mato Grosso na quarta-feira (17) passada, prestou depoimento na Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente). Ela é acusada de colocar o filho para adoção de forma ilegal.
De acordo com o Campo Grande News, antes, ela já havia ‘entregado’ uma filha para um parente do pai da menina criar. A criança, hoje com 6 anos, vive em Rondonópolis (MT).
A mãe da criança trabalha como diarista em Campo Grande e criou quatro filhos mais velhos e depois teve outros quatro. Nos últimos anos, cuidava apenas dos dois pequenos e que passando por muitos problemas financeiros, se viu sem saída, permitindo que o pai da caçula a levasse, quando ela tinha de 4 para 5 anos.
Na época, foi a um cartório e lavrou uma procuração pública para que os familiares paternos tivessem poderes sobre a criança.
Na semana passada, o filho de 7 anos estava com uma mulher de 43 anos dentro de um ônibus que fazia linha entre o Rio Grande do Sul ao Pará, porém, o destino deles seria a cidade de Nova Esperança (MT), para ficar aos cuidados da irmã da pessoa que levava o menino.
Antes, ambas foram a um cartório na Capital para fazer procuração. O documento dá a dois adultos (a presa e a irmã dela), que não tem vínculo biológico com a criança, “poderes para administrar a vida social” do menino e “representá-lo em repartições públicas, matriculá-lo em escolas e autorizar a prestação de assistência médica”.
A diarista explicou ainda que pretendia se mudar para o Mato Grosso, porque havia conseguido um trabalho, mas ainda precisava de algum tempo para organizar a vida por aqui. Agora ela pretende recuperar a guarda do garoto, que foi levado para abrigo e só deve voltar para a família por ordem judicial.
Ainda de acordo com o Campo Grande News, a cuidadora de idosos presa viajando ilegalmente com o menino, disse, em depoimento à polícia, que o garoto foi “dado pela mãe”.
Ela alegou ainda acreditar que a procuração pública seria o suficiente para levar o menino e entrega-lo à irmã, que tinha a intenção de cuidar dele, mesmo sem passar por um processo legal de adoção.
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