Política

Após anunciar livro, Mandetta é alvo de ataque de bolsonaristas nas redes sociais

Foto: Rafael Carvalho/Palácio do Planalto

Ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal de Mato Grosso do Sul, Luiz Henrique Mandetta (DEM) anunciou, nesta sexta-feira (21), a data do lançamento do seu livro “Um paciente chamado Brasil – Os bastidores da luta contra o coronavírus”. Em seguida, virou alvo de bolsonaristas e, após uma série de ataques, está entre os assuntos mais comentados no Twitter.

De acordo com a descrição livro, que será lançado no próximo dia 25 de setembro, Mandetta “narra em detalhes a luta para conter a covid-19 no Brasil durante sua gestão como ministro da Saúde. Em um relato franco, ele aborda todas as questões que teve de enfrentar nesse período. Um livro para todos que queiram saber mais sobre os meandros da atual política brasileira”.

O ex-ministro acabou sendo demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após entrarem em atrito sobre as medidas a serem tomadas no combate à covid-19. Enquanto Mandetta defendia o isolamento social, o chefe do Planalto dava pouca importância à medida e ignorava as sugestões do próprio Ministério da Saúde ao causar aglomerações, algo que permanece até hoje.

O ex-deputado federal de Mato Grosso do Sul deixou o governo com a popularidade em alta e até cogita concorrer à presidência da República em 2022. Além disso, não tem poupado críticas a Bolsonaro, a quem culpa pelo país ter mais de 100 mil mortes pelo coronavírus.

Tomando as dores de Jair Bolsonaro, diversos apoiadores do presidente têm atacado o ex-ministro nas redes sociais, fazendo o termo #MandettaGenocida ser neste momento o terceiro mais comentado no Twitter.

Em resumo, os ataques giram em torno da mesma acusação, de que Luiz Henrique Mandetta é responsável pelo grande número de mortes no país porque, no início da pandemia, recomendava apenas que pessoas com sintomas mais graves procurassem os postos de saúde. E também por ser contra o uso da hidroxicloroquina, após diversas pesquisas concluírem que o medicamento é ineficaz contra a covid-19.

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