Política

‘Ato covarde e perseguição’, diz sindicato sobre demissão de policial civil crítico de Reinaldo

Tiago vargas é o de camisa verde, no centro. (Foto: Divulgação/Sinpol)

O Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS) saiu em defesa do investigador Tiago Vargas, 31 anos, demitido pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), nesta sexta-feira (17). O policial é conhecido pelas críticas que faz a políticos acusados de corrupção, entre eles o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Logo após vir a público a demissão, o Sinpol publicou uma nota para ” repudiar a demissão do irmão Policial Civil Tiago Vargas, da turma de 2014. O investigador sempre se faz presente em protestos pacíficos encabeçados pelo Sinpol”.

O sindicato acredita que a demissão do investigador se deu pelas opiniões que ele tinha contrárias a de governantes, uma situação considerada “inadmissível”.

“Foi um ato covarde do Governo do Estado que demitiu o policial Tiago Vargas. Tal ato nos faz acreditar em perseguição, já que muitos policiais civis também participaram dos protestos e opinam em redes sociais sobre política”, afirma Pablo Rodrigo Pael, presidente em exercício do Sinpol, na nota de repúdio.

O texto também lembra da transferência de Tiago Vargas de Campo Grande para Pedro Gomes como uma forma de represália ao ex-policial. Por fim, o sindicato diz que vai entrar na Justiça, ainda nesta sexta-feira, para que o investigador retorne ao seu cargo na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Confira a íntegra da nota de repúdio:

O Sinpol vem a público repudiar a demissão do irmão Policial Civil Tiago Vargas, da turma de 2014. O investigador sempre se faz presente em protestos pacíficos encabeçados pelo Sinpol. “É inadmissível que, em um estado democrático de direito, policiais civis que são formadores de opinião que defendem sua família e sua categoria por melhores salários venham a ser demitidos por opiniões contrárias à de governantes. Foi um ato covarde do Governo do Estado que demitiu o policial Tiago Vargas. Tal ato nos faz acreditar em perseguição, já que muitos policiais civis também participaram dos protestos e opinam em redes sociais sobre política. Além disso, Tiago Vargas já havia sido transferido para o município de Pedro Gomes como forma e represália”, declarou Pablo Rodrigo Pael, presidente em exercício do Sinpol.

O Sinpol ingressará ainda hoje com uma ação na justiça para que a verdade se restabeleça a favor do filiado e companheiro de luta Tiago Vargas.

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