Baixa vacinação contra gripe acende alerta para aumento de casos em MS

12 de junho de 2026
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Com a vacinação abaixo da média esperada e a chegada do outono e inverno, a população deve se atentar aos cuidados e, principalmente, a vacinação contra a influenza, que já registra 3.523 casos notificados e 67 mortes relacionadas à doença em Mato Grosso do Sul. O alerta foi emitido pela SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde), nesta sexta-feira (12), que orienta a população a procurar as unidades de saúde e atualizar a vacinação contra a influenza.

Segundo a secretaria, atualmente o Estado registra cobertura vacinal de apenas 43,85%, percentual abaixo do esperado e necessário para ampliar a proteção coletiva da população. A preocupação surge com o grande número de casos e pela chegada do outono e inverno, estações que favorecem a transmissão de doenças respiratórias.

De acordo com último boletim epidemiológico de influenza, Mato Grosso do Sul já contabilizou 3.523 notificações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) hospitalizado nos primeiros 5 meses de 2026. Entre os casos confirmados da doença, foram registrados 525 casos, sendo 378 de Influenza A e 147 de Influenza B, além de 67 óbitos relacionados à doença neste ano.

Para barrar esse cenário de aumento de número de casos e mortes pela doença, é necessário que a vacinação seja contínua, sendo a principal ferramenta para evitar complicações causadas pela gripe.

A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde dos municípios do Estado. A vacinação reduz de forma significativa o risco de hospitalização e mortes decorrentes da influenza.

MS entre as maiores incidências do país

Mato Grosso do Sul segue entre os estados brasileiros com incidência elevada de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo o novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

De acordo com o levantamento, o Estado apresenta sinais de interrupção do crescimento ou queda dos casos na tendência de longo prazo. Mesmo assim, os registros permanecem em níveis considerados de alerta, risco ou alto risco.

A situação também se reflete em Campo Grande. A capital sul-mato-grossense aparece entre as nove capitais do país que mantêm incidência elevada de SRAG, mas sem indicação de aumento contínuo dos casos nas últimas semanas.

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