Campo Grande pode ter aumento de casos de SRAG após frente fria, alerta Sesau
O número de pessoas com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) deve aumentar nos próximos dias em Campo Grande após a chegada de uma frente fria à Capital. Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), os atendimentos pela síndrome permanecem estáveis, já que o frio não impacta imediatamente, mas os casos devem aumentar. Até o momento, foram registradas 753 notificações, com 49 óbitos na Capital.
“Do ponto de vista epidemiológico, não é esperado impacto imediato das baixas temperaturas nos atendimentos em um período tão curto, considerando o tempo de incubação e a evolução das doenças respiratórias. Historicamente, o aumento da demanda costuma ocorrer entre uma e duas semanas após as frentes frias”, afirmou a secretaria em nota.
Assim, há a preocupação de que a onda de frio que atinge Campo Grande desde o último fim de semana aumente a procura pelas unidades de saúde e cause maiores transtornos.
“O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, explica a superintendente de vigilância em saúde da Sesau, Veruska Lahdo.
Vacinação abaixo do esperado
Apesar de mais de 20 mil pessoas procurarem atendimentos de urgência por vírus respiratórios em abril, apenas 30,7% da população-alvo se imunizou contra a influenza na Capital.
Segundo a superintendente, o esperado era que a cobertura estivesse em torno de 50% a 60% do grupo prioritário, que inclui gestantes, idosos e crianças. A ampliação da vacina para o resto da população segue critérios do PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, e depende da cobertura vacinal desse primeiro grupo prioritário, além da disponibilidade de doses.
Campo Grande teve dois Dias D, um deles seguindo diretrizes nacionais e o outro, por iniciativa municipal, por conta da baixa cobertura vacinal. Ainda assim, a vacinação do grupo de risco é considerada insuficiente.
Quem pode se vacinar gratuitamente?
Em Mato Grosso do Sul, a vacinação segue restrita aos seguintes grupos prioritários:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Idosos;
- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto);
- Profissionais da saúde;
- Trabalhadores da educação;
- Forças de segurança e salvamento;
- Indígenas e quilombolas;
- Pessoas com comorbidades;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte coletivo;
- Trabalhadores dos Correios.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS em 2026 é a trivalente, produzida pelo Instituto Butantan. Ela protege contra três cepas do vírus influenza: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B.
Notícias Destaque
Assine nossa newsletter
Fique por dentro das últimas notícias, só preencher abaixo.

