Chuva de meteoros Orionídeas tem pico nesta quarta (21); veja como e quando observar em MS

A chuva de meteoros Orionídeas chega ao pico de atividade nesta quarta-feira (21), segundo o Observatório Nacional (ON). Em condições ideais — céu limpo, escuro e longe das luzes da cidade —, dá para ver 20 ou mais riscos de luz por hora, a olho nu, em todo o Brasil. De acordo com a Organização Internacional de Meteoros (IMO), citada pelo ON, o pico ocorre na noite de 21 de outubro; para a Nasa, a noite de maior atividade vai de 21 para 22. Por isso, valem as duas madrugadas: a desta quarta e a de quinta-feira (22).
Os meteoros parecem sair da constelação de Órion — a das Três Marias —, perto da estrela Betelgeuse, mas podem aparecer em qualquer parte do céu.
Quando olhar em MS
A Lua, crescente e com cerca de 77% do disco iluminado, atrapalha a primeira parte da noite. O ON recomenda observar na segunda metade da madrugada, depois que ela se põe, até o amanhecer.
| Cidade | Lua se põe — madrugada de quarta (21) | Lua se põe — madrugada de quinta (22) | Céu começa a clarear |
|---|---|---|---|
| Campo Grande | ~1h55 | ~2h30 | ~3h45 |
| Dourados | ~2h | ~2h30 | ~3h45 |
| Corumbá | ~2h05 | ~2h40 | ~4h |
Horários de MS calculados pela Redação com base em efemérides astronômicas; podem variar alguns minutos.
O tempo ajuda?
Em Campo Grande, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica poucas nuvens nas noites de terça (20) e de quarta (21). Na quinta (22), a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, e há aviso amarelo de tempestade para os 79 municípios do Estado. Na quarta, o aviso de tempestade vale das 14h às 22h59 (horário de MS) em 28 cidades do sul e do sudeste, entre elas Dourados e Ponta Porã — Campo Grande fica fora.
Ou seja: para a maior parte de MS, a madrugada desta quarta-feira (21) tende a ser a melhor aposta.
Como observar
- Não precisa de telescópio nem binóculo: o olho nu basta;
- procure um lugar escuro, longe da iluminação da cidade, e apague as luzes em volta;
- deite-se ou sente-se com o rosto voltado para o nordeste e olhe para o nordeste/norte, um pouco ao lado de Órion (entre 30° e 45°), onde os rastros aparecem mais longos;
- dê 20 a 30 minutos para os olhos se acostumarem ao escuro e tenha paciência: os meteoros vêm em intervalos irregulares.
Os meteoros das Orionídeas são rápidos — entram na atmosfera a cerca de 66 km por segundo — e, muitas vezes, deixam trilhas luminosas. Se perder o pico, ainda dá para tentar: o fenômeno fica ativo até 7 de novembro, com menos meteoros.
De onde vêm
As Orionídeas surgem quando a Terra atravessa os detritos deixados pelo cometa Halley, que passa perto do planeta a cada 75 ou 76 anos. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos queimam e formam os traços de luz no céu. O mesmo cometa produz outra chuva de meteoros, a Eta Aquáridas, em maio.
Fontes
- Observatório Nacional — «Chuva de meteoros Orionídeas ilumina o céu nesta semana» (20/10/2026)
- Nasa Science — Orionids
- Inmet — previsão para Campo Grande e avisos meteorológicos (avisos 56127 e 56129, consultados em 20/10/2026)
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