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Com falta de leitos e alta taxa de infecção, MS ultrapassa a marca de 200 mil casos

“Não há mais leitos de UTI disponíveis no Mato Grosso do Sul”. Esta foi a declaração feita pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, durante a live desta sexta-feira (19). Tendo em vista a gravidade da atual situação, Resende pediu que toda população respeite as regras do novo decreto que sairá ainda hoje.

De acordo com os números do Boletim Epidemiológico o Estado atingiu a marca de 200.017 casos confirmados desde o início da pandemia. Neste momento 968 pessoas estão internadas e 11.101 estão em isolamento domiciliar.

Do total de pacientes internados na rede hospitalar, 553 estão em leitos clínicos (363 públicos e 190 privados) e 415 em leitos de UTI (312 públicos e 103 privados).

A maioria dos municípios do MS está na fase vermelha, que indica o mais alto grau de contaminação. Campo Grande, que registra total de 80.650 casos, se encontra na fase cinza, a mais aguda, de acordo com os dados do Prosseguir.

Crescimento vertiginoso nos últimos sete dias

Com a nova variante, cuja transmissibilidade é duas vezes mais rápida, foram registrados 1.222 novos casos e 36 óbitos (total de 3.775), com taxa de letalidade em 1.9% e média móvel de 30.3 ao dia. Casos ainda sem encerramento são 8.182 e 2.771 exames estão em análise.

Em apenas 19 dias o número de pessoas que não resistiram a doença já superaram o mês de fevereiro. A média móvel de casos foi para 1.083,9 e de acordo com a secretária-adjunta da SES, Christine Maymone, o número deve continuar subindo. “Estamos numa proporção ascendente e geométrica”, declarou.

Munícipios com maiores números

Os cinco municípios com maior número de novos casos são: Campo Grande com 330; Três Lagoas +152; Dourados +110; Paranaíba +60 e Corumbá com mais 53.

Entre as nove cidades que perderam seus pacientes, a Capital registrou o maior número: 21 pessoas não resistiram ao novo coronavírus. Em Dourados foram 4 óbitos, Camapuã 3, Sonora e Naviraí 2. São Gabriel do Oeste, Ponta Porã, Sidrolândia e Três Lagoas, tiveram uma morte cada.

A ocupação de leitos nas cinco macrorregiões do Estado é a seguinte: Campo Grande com 105% (62% pacientes com Covid-19); Dourados 80% (47% Covid-19); Três Lagoas 94% (51% Covid-19) e Corumbá 100% (67% Covid-19). O restante dos leitos está ocupado por pacientes com suspeita do novo coronavírus e com outras enfermidades.

Christine Maymone chamou a atenção para a temporada de chuvas que pode provocar aumento no número de doentes com Dengue, fato que pode sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde. E como explicou o secretário Geraldo Resende, montar mais leitos hospitalares não é algo simples. Além de equipamentos sofisticados é necessário ter profissionais capacitados. Com médicos em falta em todo o País, Resende é taxativo: “Não temos mais como abrir leitos de UTI”.

Acesse aqui o Boletim completo.

Theresa Hilcar, Subcom

Foto-Saul Schramm

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