COP15 explora o que o Pantanal tem e coloca MS na rota mundial, avalia Riedel

23 de março de 2026
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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), avalia que a COP15, realizada de 23 a 29 de março, no Bosque Expo, em Campo Grande, coloca o Estado na rota mundial sobre crescimento, prosperidade, indústria e serviços com preservação e sustentabilidade.

Na abertura do evento na manhã desta segunda-feira (23), Riedel avaliou como o evento é importante para o Estado. “A COP é específica, técnica, muito científica, mas acaba trazendo para Mato Grosso do Sul uma visibilidade para o turismo, para colocar o Estado no centro das discussões científicas de sustentabilidade em relação às espécies, não só as migratórias, mas ao bioma Pantanal como um todo”.

O governador relembrou a discussão do mercado de carne com a taxação dos 50% dos Estados Unidos. “A relação Mercosul-União Europeia abre novas perspectivas, e eles estão vendo isso, também, de maneira muito positiva, e colocamos a complementariedade das nossas economias. Os investimentos que estão sendo feitos aqui na área de energia renovável, mais de R$ 2 bilhões sendo aplicados, o capital de empresas francesas aqui também. Então, a gente coloca Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão que está muito atrelada à nossa estratégia, de crescimento, prosperidade em atividades agropecuárias de processamento, alinhada com preservação e com sustentabilidade”.

Nos últimos 12 anos, Mato Grosso do Sul teve 5 milhões de hectares de pastagens degradadas convertidos em atividade de melhor captura de carbono, segundo o governador. “E isso contribuiu muito para essa meta. A gente realmente está conseguindo criar no nosso sistema de produção em um ambiente para chegar no início de outubro de 2030 com a redução do carbono”.

O que é a COP15?

Pela primeira vez acontecendo no Brasil, a próxima COP (Conferência das Partes) da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres) carrega, nesta 15ª edição, o lema ‘Conectando a Natureza para Sustentar a Vida’. 

A COP da CMS acontece a cada três anos e, nesta edição, dá ao Brasil a missão de coordenar os trabalhos pelo próximo triênio, com foco na preservação das espécies migratórias, fundamentais para a manutenção de ecossistemas inteiros, sendo, assim, a mais importante agenda do segmento em nível mundial.

O contexto em que COP15 chega a Campo Grande é de agravamento na crise das espécies migratórias. Relatório recente da Convenção indica que 49% dessas populações estão em declínio. O número indica aumento na redução dessas espécies. Há dois anos, eram 44%, e 24% das espécies já enfrentam risco de extinção global.

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