Fachada do edifício-sede do Banco Central em Brasília

Copom decide nesta quarta (4) se reduz a Selic; mercado espera corte para 13,5% ao ano

4 de novembro de 2026
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Fachada do edifício-sede do Banco Central em Brasília
Sede do Banco Central, em Brasília — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central conclui nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano e anuncia, no início da noite (horário de Brasília), se mantém ou reduz a Selic, a taxa básica de juros. Hoje em 13,75% ao ano, a taxa deve cair para 13,5%, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras. Seria a sexta redução seguida.

A Selic ficou em 15%, o maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano. Para dezembro, os analistas agora esperam manutenção em 13,5%, e não mais um novo corte, de acordo com a Agência Brasil.

Inflação

A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, ficou em 0,32% em outubro, metade do mês anterior, mas o acumulado em 12 meses subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta. O Focus projeta inflação de 5,22% em 2026. A meta é de 3%, com tolerância até 4,5%. Alta do dólar, preço do petróleo, gastos públicos e o El Niño, que pode encarecer alimentos, pressionam os preços.

O que muda para o consumidor

Se a Selic cair Efeito esperado
Crédito e financiamentos Tendem a ficar um pouco mais baratos, com repasse gradual pelos bancos
Aplicações de renda fixa Rendimento tende a diminuir aos poucos
Inflação Juros mais baixos estimulam o consumo; por isso o BC corta com cautela

A decisão será divulgada em comunicado no site do Banco Central.

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