Desenrola Adimplentes termina nesta segunda-feira (26); informal com empréstimo em dia pode baixar juros a 1,99% ao mês

Termina hoje, segunda-feira (26), o prazo para aderir ao Desenrola Adimplentes, programa federal que permite a trabalhadores informais com empréstimo pessoal em dia trocar a dívida por um novo contrato com juros de até 1,99% ao mês. Até a manhã desta segunda, não havia anúncio de nova prorrogação nem nova medida provisória publicada.
O programa foi criado por medida provisória em 29 de junho, com prazo de 90 dias, e ganhou mais 30 dias com a MP 1.393/2026, a mesma que lançou o Desenrola 3.0. A data final coincide com o fim da vigência da MP 1.373, que não foi votada pelo Congresso: segundo o painel do Congresso Nacional, a comissão mista nem chegou a ser instalada, e o prazo de deliberação termina hoje.
Segundo o governo, a taxa média do crédito pessoal sem garantia para esse público gira em torno de 7% ao mês.
Quem pode
| Requisito | Regra |
|---|---|
| Perfil | Trabalhador informal, sem vínculo formal de emprego |
| Dívida | Até R$ 15 mil em crédito pessoal sem garantia |
| Pagamento | Pelo menos 4 parcelas já pagas |
| Situação | Em dia ou com atraso inferior a 90 dias |
Como funciona
- O cliente contrata um novo empréstimo que quita integralmente o anterior, com juros limitados a 1,99% ao mês.
- A nova parcela não pode passar de 90% da parcela original.
- É possível pegar um crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a parcela respeite esse limite.
- O pedido é feito no banco onde está a dívida. Se ele não participar, a dívida pode ser levada por portabilidade para a Caixa ou o Banco do Brasil, que operam o programa, sujeita a análise de crédito.
Atenção
- Use só os canais oficiais dos bancos; ninguém precisa pagar intermediário para renegociar.
- Depois de hoje, as condições do programa deixam de valer, salvo nova decisão do governo.
- O Desenrola Adimplentes é diferente do Desenrola 3.0, voltado a quem está inadimplente, que ainda não está aberto ao consumidor: até sexta-feira (30), bancos e fundos informam ao governo as dívidas que querem vender à União.
Fontes
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