Funcionários dos Correios iniciam greve em Campo Grande por ameaça de fechamento de unidades
Dois postos dos Correios de Campo Grande deflagraram greve na manhã desta quarta-feira (29). Em assembleia realizada pelo Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul), os trabalhadores do posto da Zona Leste, próximo à Avenida Eduardo Elias Zahran, e da Avenida Júlio de Castilho paralisaram por tempo indeterminado.
A secretária de Administração e Finanças do sindicato, Elaine Regina, explica que os Correios teriam informado que vão fechar os centros de distribuição, o que pode colocar em risco os direitos dos empregados.
“A Gestão Nacional apresentou um projeto de reestruturação, que, na nossa visão, é a destruição dos Correios […] o Correio está enxugando, com planos de demissão incentivados, e agora vem com esse ataque, que é o fechamento das unidades. Ameaçam fechar esses dois centros de distribuição aqui na Capital, o que vai precarizar ainda mais o atendimento à população”, conta.
As reivindicações da categoria são em relação à manutenção dos Correios e a fim de favorecer o atendimento à população, conforme explicou a secretária. Ela afirma que municípios do interior demoram a receber encomendas, pois os Correios não estão conseguindo competir com outras empresas do mercado.
“Então, o primeiro fator para a gente voltar a ter receita, angariar esse mercado concorrencial que nós estamos perdendo, é voltar a ter qualidade, eficiência na questão dos prazos dos Correios. É isso que a gente defende no modelo de reestruturação.”
Além disso, ela afirma que há possibilidade de agências do interior fecharem e deixar cidades sem a presença da empresa. “Deixar municípios sem a presença dos Correios, pra nós, é um verdadeiro crime. Esse modelo de reestruturação que a empresa quer aplicar é uma destruição da empresa brasileira de Correios”.
O Jornal Midiamax acionou os Correios para solicitar posicionamento sobre a greve, além de questionar como ficarão os atendimento nos postos, se há realmente ameaça de fechamento e alguma negociação com os trabalhadores. No entanto, até o momento de publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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