Cidades

‘Lei seca’ para evitar colapso em hospitais? Prefeitura de Campo Grande estuda medida

Foto: Divulgação/PMCG

Depois de o ‘mini lockdown’ surtir pouco efeito nos índices de isolamento em Campo Grande, a prefeitura estuda medidas mais rigorosas para tentar manter a população em casa e diminuir a internação em hospitais, que estão próximos do colapso. Uma delas seria restringir a venda de bebidas alcoólicas, a chamada “Lei seca”.

Um dos reflexos do uso de bebidas alcoólicas está na quantidade de acidentes com vítimas, que acabam precisando de leitos hospitalares, estes já sobrecarregados com os pacientes da covid-19.  Na macrorregião de Campo Grande, 96% dos leitos já estão ocupados.

De acordo com o prefeito Marquinhos Trad (PSD),  78,3% das pessoas que deram entradas nos hospitais, no último fim de semana, estavam alcoolizadas, e usou como exemplo a Santa Casa. 

“A situação da Santa Casa, que é o polo de atendimento da cidade para todos os acidentes de trânsito e violência entre as pessoas, também ficou sobrecarregada”, disse Marquinhos Trad, durante live no Facebook, nesta terça-feira (28).

Dos leitos da Santa Casa, Marquinhos informou que 121 são para pacientes não covid-19 e 105 leitos de UTI são para infectados por coronavírus. “O número de pessoas internadas sem covid-19 é bem maior do que os que estão com covid-19, existe a ocupação de 110 com covid”.

O prefeito diz que a sugestão de restringir a venda de bebidas alcoólicas foi feita por uma moradora da cidade. Uma das propostas analisadas é que as conveniências vendam somente bebidas alcoólicas sem estarem geladas.

No entanto, o próprio prefeito reconhece que terá como fiscalizar todas as conveniências e bares da Capital. “Nós não vamos ter como fiscalizar gente, mas vai depender muito do dono, da conveniência, do bar”, declarou Marquinhos, conforme registro no site Midiamax.

Outro ponto apontado é que mesmo com as medidas de restrição, como o toque de recolher, as pessoas acabam bebendo em casa e promovendo festas com mais gente reunida do que poderia. “As pessoas deixaram de beber em bares, conveniências e lanchonetes, mas as pessoas estão fazendo festas residenciais”, disse.

“Nós estamos estudando e a partir de agora a gente vai começar a fazer junto com os técnicos, aquilo que a população de uma vez por todas vai ter que nos ajudar. Até sexta-feira nós vamos fazer todos os levantamentos e aí vamos anunciar na sexta-feira (31) as medidas que serão adotadas”, anunciou Marquinhos Trad, durante live no Facebook, nesta terça-feira (28).

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