Mais que ‘Chat’, IA ajuda a combater fogo no Pantanal e até monitora gado

13 de julho de 2026
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Durante o Pantanal Tech 2026, em , palestras e estandes apresentaram a Mato Grosso do Sul tecnologias voltadas à prevenção de incêndios florestais e ao monitoramento do rebanho com uso de IA (inteligência artificial). O objetivo seria contribuir para a proteção do bioma e aumentar a eficiência da atividade agropecuária.

Duas torres de monitoramento de incêndio automatizadas, que giram 360 graus 24 horas por dia, foram implantadas no Parque Estadual Pantanal do . De acordo com o gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell, João Augusti, as torres estão ligadas a duas centrais de controle que ficam em Campo Grande, uma delas diretamente ao Corpo de Bombeiros.

(Divulgação/umgrauemeio)

A estrutura foi montada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) em parceria com a empresa Bracell e a desenvolvedora umgrauemeio. A implantação desse sistema faz parte de um acordo de cooperação entre o órgão e a iniciativa privada assinado em 2023.

A qualquer risco de incêndio ou fumaça no parque, esse sistema automatizado com IA detecta a distância, a localização e o potencial de propagação do fogo. ”O alerta vai para a equipe dos bombeiros, que acionam as brigadas, veículos ou qualquer outro instrumento que possa, rapidamente, eliminar esse foco de incêndio e proteger o parque”, explicou o gerente.

O principal foco seria na agilidade em conter o fogo, porque, de acordo com o soldado Torres, de 28 anos, que trabalha no 3° Grupamento de Bombeiros Militar em , no coração do Pantanal, quanto mais rápida a ação, menor o impacto na natureza. Segundo ele, a inteligência artificial ajuda nesse combate com o uso de drones, até mesmo, no monitoramento térmico nas regiões.

E não é só no monitoramento do fogo. Durante a terceira edição do Pantanal Tech, outras tecnologias de automatização também foram apresentadas.

A Fabiana Sterza, de 49 anos, é coordenadora do Gentra (Grupo de Estudos em Tecnologia da Reprodução Animal) da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e trabalha na área de reprodução animal, especificamente na melhoria da eficiência da inseminação artificial e transferência de embriões bovinos.

Ela explica que a ideia é integrar essa visão computacional à identificação e pesagem dos animais, sem a necessidade de balança. “É tudo por meio do uso de câmeras ligadas a painéis solares. Isso integrado diretamente a um software em que o produtor vai poder acompanhar o desenvolvimento da saúde e do peso dos animais pelo próprio celular”, afirmou a coordenadora.

A inteligência artificial que o grupo usa foi desenvolvida por Fabrício Weber, de 48 anos, CEO da empresa Kerow. Ele é formado em Ciências da Computação, mas decidiu se especializar em Zooctenia e, agora, juntou as duas paixões trabalhando com a automatização no campo.

“A gente usa visão computacional e inteligência artificial. Nós pegamos essas imagens, tanto o vídeo como a imagem, tiramos as medidas em pixels e transformamos em medidas em reais. É como se eu estivesse com uma trena, tirando todas as medidas biométricas possíveis desse animal, para transformá-la em uma informação computacional.”

(Divulgação Kerow)

Além da eficiência, essas soluções automatizadas podem ajudar a reduzir o estresse nos animais, o que é um dos propósitos do evento, trazer inovações práticas que aumentam a preservação da fauna e da flora do bioma.

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