Empresários sentados em bancos ouvem guia durante visita a exposição em Seul

Em Seul, missão da Fiems conhece como educação e indústria transformaram a Coreia do Sul

21 de outubro de 2026,
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Guias ao lado de painel com objetos de produtos exportados pela Coreia do Sul, como roupas, rádios e pneus
Exposição no GKEDC mostra como a indústria voltada à exportação impulsionou a economia coreana — Foto: Divulgação/FIEMS

A comitiva da Missão Empresarial Fiems Ásia 2026 visitou nesta quarta-feira (21), no horário de Seul, o Global Knowledge Exchange & Development Center (GKEDC), na capital da Coreia do Sul. No local, os empresários de Mato Grosso do Sul fizeram uma visita guiada a uma exposição sobre a reconstrução e o desenvolvimento do país, da recuperação depois da Guerra da Coreia às reformas que se seguiram à crise financeira de 1997. Seul está 13 horas à frente do horário de MS.

O GKEDC foi inaugurado em outubro de 2018, no distrito de Dongdaemun, para divulgar a trajetória da economia coreana e promover a cooperação internacional. O centro tem salas permanentes de exposição, como a de Desenvolvimento Econômico, e a entrada é gratuita.

O que a exposição mostra

Segundo a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), a apresentação destacou que a transformação coreana foi resultado da atuação conjunta de pessoas, empresas e governo. Depois da guerra, o país priorizou a reconstrução, a reforma agrária, a alfabetização e a formação de profissionais. Nas décadas seguintes, passou a articular ensino técnico, pesquisa, infraestrutura e políticas industriais voltadas às exportações.

Nos anos 1960 e 1970, a Coreia avançou de atividades industriais mais simples para setores como siderurgia, construção naval e indústria química, com investimentos em rodovias, portos e energia. A expansão do ensino médio e da formação profissional foi apresentada como condição para essa mudança. A exposição também tratou do movimento Saemaul Undong, de desenvolvimento rural, e das políticas de combate à inflação nos anos 1980.

A crise de 1997 teve destaque: o centro mostrou o impacto do endividamento excessivo, das falências e do desemprego, e as quatro frentes de reforma adotadas na recuperação — empresarial, financeira, trabalhista e do setor público. A campanha em que a população doou ouro para ajudar o país também foi lembrada como símbolo do esforço coletivo.

Lições para Mato Grosso do Sul

Para a Fiems, o principal aprendizado é tratar educação, infraestrutura, inovação e competitividade como partes da mesma estratégia. A entidade relaciona a experiência à atuação do Sesi-MS na educação básica e do Senai-MS na formação profissional e tecnológica.

“O que vimos na Coreia mostra que o desenvolvimento industrial não nasce apenas de investimentos em máquinas e fábricas. Ele começa na educação, exige formação contínua de talentos e depende de uma estratégia consistente entre poder público e iniciativa privada. Para Mato Grosso do Sul, a lição é clara: precisamos preparar as pessoas com a mesma ambição com que estamos ampliando nossa indústria”, afirmou Luiz Gonzaga Crosara Júnior, 1º vice-presidente da Fiems e presidente do Sindicato das Indústrias de Informática de MS (Sinfor-MS).

A programação no GKEDC incluiu ainda os desafios atuais da Coreia, como o envelhecimento da população, a baixa natalidade, as desigualdades e a necessidade de renovar a capacidade de inovação.

A missão

A missão é promovida pela Fiems, presidida por Sérgio Longen, em parceria com o Sebrae-MS, e reúne cerca de 50 empresários de Mato Grosso do Sul. O grupo saiu do Brasil em 14 de outubro, passou pela Canton Fair, em Guangzhou, na China, e cumpre agenda em Seul até sábado (24), com chegada prevista a Campo Grande na madrugada de domingo (25). Na Coreia do Sul, a comitiva já visitou a escola Chadwick International, em Songdo, empresas como Samsung e Hyundai e a Embaixada do Brasil em Seul.

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