Polícia

Morre indígena baleado em confronto com a polícia e fazendeiros nesta sexta-feira em MS

Foto: Reprodução

Um dos indígenas baleados em confronto com a polícia e fazendeiros morreu. O jovem Guarani Kaiowá não foi identificado, mas teria entre 26 e 30 anos, segundo os socorristas. Ao todo, são 11 feridos após o conflito, 8 indígenas e 3 policiais do Batalhão de Choque de Campo Grande.

De acordo com o site Campo Grande News, apesar de o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) informar que houve uso de balas de borracha, segundo o diretor do Hospital Regional de Amambai, Paulo Sérgio Catto, todos os feridos foram atingidos por disparos de arma letal.

Os casos mais graves são de uma jovem de 22 anos e outra menina de 13, ambas baleadas no abdome. Cinco adolescentes guarani kaiowá estão sob cuidados médicos. Duas vítimas já foram transferidas para Ponta Porã, onde passarão por cirurgia. Uma teve fratura no fêmur, provocada por tiro.

Com ferimentos leves, também são atendidos no local 3 policiais do Batalhão de Choque de Campo Grande. Os nomes não foram informados, mas eles têm 41, 38 e 26 anos, todos atingidos de raspão.

De acordo com o Cimi, após indígenas dos povos Guarani Kaiowá retomarem parte do território de Guapoy, no município de Amambai, policiais militares e fazendeiros invadiram a área, na manhã de hoje, no intuito de expulsar, através do uso da força, os indígenas, mesmo não havendo ordem judicial.

Conforme o Cimi, na noite de quinta-feira (23), o clima já era de tensão e a ação da polícia e dos fazendeiros era esperada. 

“Diante das informações dos feridos, do contingente populacional local e do histórico de violência na região, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) teme que a situação evolua rapidamente para um novo episódio de massacre contra os Guarani Kaiowá, como o ocorrido em 2016, em Caarapó (MS)”, relata o organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A reserva de Amambai é a segunda maior de Mato Grosso do Sul em termos populacionais, com quase 10 mil indígenas.

O Ministério Público Federal confirmou, na tarde desta sexta-feira, que a Polícia Federal irá se deslocar até Guapoy.

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