MS tem 130 mil empresas inadimplentes com dívidas de R$ 3,5 bilhões
Mato Grosso do Sul fechou março de 2026 com 130.912 empresas inadimplentes, segundo dados da Serasa Experian. O número coloca o Estado entre os maiores volumes de CNPJs negativados da região Centro-Oeste. Ao todo, as empresas sul-mato-grossenses acumulavam 1.020.995 dívidas em atraso, que somavam R$ 3,53 bilhões.
Em média, cada empresa inadimplente em Mato Grosso do Sul possuía 7,8 contas negativadas. A dívida média por CNPJ chegou a R$ 26.981,50, enquanto o ticket médio das dívidas ficou em R$ 3.459,57.
Entre os estados do Centro-Oeste, Goiás liderou em quantidade de empresas inadimplentes, com 241.732 CNPJs negativados, seguido pelo Distrito Federal, com 219.446, e Mato Grosso, com 177.834. Mato Grosso do Sul aparece na sequência, com pouco mais de 130 mil empresas no vermelho.

No cenário nacional, o Brasil atingiu 8,9 milhões de empresas inadimplentes em março de 2026. O total de dívidas negativadas chegou a 62 milhões, somando R$ 212,8 bilhões. São Paulo concentra o maior número de empresas com restrições de crédito, com mais de 3 milhões de CNPJs negativados.

A economista-chefe da Datatech, Camila Abdelmalack, afirma que o ambiente de crédito ainda pressiona as empresas. “O contingente de empresas com restrições de crédito segue elevado, refletindo a persistência de um ambiente financeiro ainda significativamente apertado”, explicou.
Segundo ela, os juros altos e as dificuldades para conseguir crédito continuam dificultando a recuperação financeira das empresas. “Como se trata de um indicador de estoque, a inadimplência incorpora um acúmulo de pressões financeiras ao longo do tempo, o que torna sua reversão mais lenta”, destacou.
O setor de serviços concentrou a maior parte das empresas negativadas no país, com 55,5% do total. O comércio aparece em seguida, com 32,4%, enquanto a indústria representa 8,1%.
As micro e pequenas empresas seguem como maioria entre os inadimplentes brasileiros. Em março, foram 8,4 milhões de pequenos negócios negativados, acumulando R$ 185,3 bilhões em débitos. “As micro e pequenas empresas são mais sensíveis a um ambiente de crédito restritivo”, analisou Camila Abdelmalack.
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