‘Não está difícil de arrumar’: vereadores se dividem sobre Campo Grande receber a COP15
Evento internacional da ONU já tem mais de 3,3 mil inscritos, de 130 países, e desafia estrutura da Capital
Campo Grande tem estrutura para receber a COP15, um evento internacional da ONU (Organização das Nações Unidas)? A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens já conta com mais de 3,3 mil inscritos e deve desafiar a infraestrutura da Capital em rede hoteleira, mobilidade e alimentação.
Os vereadores da Câmara de Campo Grande se dividem sobre a capacidade da Capital em receber a COP15. De um lado, estão os que apontam o histórico de eventos de grande porte já recebidos na cidade, enquanto outros listam empecilhos que podem afetar a experiência na cidade, como as ruas esburacadas.
“Campo Grande tem grandes hotéis, tem auditórios com condições de fazer. Aqui é um ponto estratégico e é uma cidade acolhedora. Campo Grande não está difícil de arrumar. A mobilidade é boa. Tem pontos turísticos e só tem que arrumar os buracos”, exemplifica o vereador Carlão (PSB).
O vereador Maicon Nogueira (PP) afirma que Campo Grande tem potencial para grandes eventos, mas precisa melhorar a estrutura, sob o risco de “passar vergonha”.
“Temos muito potencial de receber grandes eventos porque estamos numa localização estratégica do país e temos muito potencial de crescimento, sobretudo por conta da Rota Bioceânica, mas reforço: a Prefeitura precisa oferecer serviços básicos ou vamos passar vergonha. Enquanto isso não acontecer, nossos visitantes se preparem para passar a mesma raiva que quase um milhão de pessoas passam diariamente”, ele aponta.
Pesquisadores, ambientalistas, empresários, representantes das partes e outros convidados de 130 países são esperados para o evento marcado para 23 a 29 de março, no Bosque Expo, na região norte da Capital.
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou que a cidade está pronta para sediar o evento. “Estamos preparados para acolher bem os participantes e mostrar ao mundo o potencial da nossa Capital”, prometeu.
Confira a opinião dos vereadores sobre a COP15 em Campo Grande:
“É muito importante Campo Grande fazer a recepção desse evento. Com o nosso Pantanal. Vai dar visibilidade a todas as questões ambientais que acontecem no MS. É um evento internacional. A cidade tem estrutura para receber, mas tem que ir colocando umas plaquinhas nos buracos”, brincou Landmark (PT).
“Campo Grande tem, sim, condições de receber um evento internacional como a COP15. A cidade já demonstrou essa capacidade em diversas ocasiões, sediando eventos de grande porte que movimentam o turismo, a economia e atraem público de várias regiões. Basta ver como exemplo a Expo Grande, que todos os anos reúne milhares de pessoas e exige uma grande estrutura de logística, hospedagem e serviços. Também já recebemos etapas da Stock Car, da Fórmula Truck e do Mundial de Motocross nas Moreninhas, que trouxe público e equipes de diferentes partes do Brasil e do exterior”, defendeu o vereador e líder da prefeita, Beto Avelar (PP).
“Na questão do debate ao bioma, Campo Grande está preparada para receber, mas, em relação à estrutura, acho que não tem organização por parte do poder público. Nossa rede hoteleira se vira nos 30 para receber grandes congressos que são importantes para movimentar a economia. Estamos ansiosos com a possível presença do presidente Lula, Marina Silva e outras autoridades”, afirmou Jean Ferreira (PT).
“Metade do Brasil não tem saneamento básico, não deveríamos estar nem discutindo e muito menos sediando eventos políticos sobre clima”, afirmou Rafael Tavares (PL).
“Em relação à estrutura, Campo Grande tem condições de receber bem um evento como esse. Na área de hotelaria, por exemplo, tivemos recentemente a entrega de um novo hotel na cidade, ampliando nossa capacidade de hospedagem e reforçando a rede, que já atende com qualidade. Além disso, contamos com equipamentos importantes como o Bioparque Pantanal, que é referência em biodiversidade e pode ser um grande atrativo para os visitantes, fortalecendo o turismo científico e ambiental”, defendeu Ronilço Guerreiro (Pode).
“Campo Grande não tem como receber essa COP. Saúde está em péssimas condições. Cidade esburacada”, criticou Flávio Cabo Almi (PSDB).
Da redação
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