Quarta parcela do IPVA 2026 em MS vence no próximo dia 30

29 de abril de 2026
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Os proprietários de veículos em Mato Grosso do Sul que optaram pelo parcelamento do IPVA 2026 têm até o dia 30 de abril (quinta-feira) para efetuar o pagamento da quarta parcela do imposto. O cumprimento do prazo é essencial para evitar a incidência de juros e multas, além de garantir a regularidade do veículo e prevenir restrições no licenciamento anual.

O calendário do IPVA segue um modelo já consolidado no Estado, permitindo o parcelamento em até cinco vezes para os contribuintes que não aderiram ao pagamento em cota única, modalidade que ofereceu desconto de 15%, um dos mais elevados do país. O cronograma teve início em janeiro e se estende até maio, acompanhando o primeiro semestre do exercício fiscal.

Após o vencimento da terceira parcela, em março, o contribuinte agora avança para a quarta etapa do parcelamento. Na sequência, resta apenas a quinta e última parcela, prevista para o dia 29 de maio, encerrando o ciclo do imposto em 2026.

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) reforça que manter o pagamento em dia é determinante não apenas para evitar encargos adicionais, mas também para assegurar a regularidade do veículo perante os órgãos de trânsito. O atraso impede a emissão do licenciamento e pode gerar penalidades administrativas.

Para o exercício de 2026, o Governo do Estado antecipou o processo de lançamento e disponibilização das guias de pagamento. Desde novembro do ano anterior, os boletos passaram a ser emitidos exclusivamente em formato digital, ampliando o prazo para planejamento financeiro e proporcionando maior comodidade ao contribuinte. A medida integra a estratégia de modernização da administração tributária e de fortalecimento da cultura de conformidade fiscal.

Atualmente, cerca de 870 mil veículos compõem a base tributável do IPVA em Mato Grosso do Sul. O valor mínimo fixado é de R$ 30 para motocicletas e de R$ 55 para os demais veículos, refletindo uma política que busca equilíbrio entre arrecadação e capacidade contributiva.

O Estado também mantém um dos conjuntos mais abrangentes de isenções do país. Estão dispensados do pagamento, entre outros, veículos oficiais, de entidades assistenciais, autarquias e fundações públicas, templos religiosos, tratores e máquinas agrícolas, aeronaves utilizadas na atividade rural, embarcações de pescadores profissionais, além de táxis, mototáxis, ambulâncias, viaturas do Corpo de Bombeiros, veículos diplomáticos e automóveis com mais de 15 anos de fabricação.

Pessoas com deficiência (PCD) contam com redução de 60% no valor do imposto, conforme critérios legais. Empresas com frotas a partir de 30 veículos têm direito a alíquotas diferenciadas. Veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) seguem totalmente isentos, como forma de incentivo à adoção de alternativas mais sustentáveis. O imposto também não é cobrado em situações de furto, roubo ou perda total devidamente comprovadas.

O setor produtivo permanece contemplado com tratamento específico. Reduções de alíquotas seguem vigentes para veículos de carga, transporte coletivo e utilitários, incluindo diminuição de até 50% na base de cálculo para caminhões, ônibus e motorhomes, medida que contribui para a competitividade econômica e para a manutenção do equilíbrio fiscal.

Mais informações e acesso aos serviços do IPVA estão disponíveis no site oficial da Secretaria de Estado de Fazenda: www.sefaz.ms.gov.br/ipva.

Malha rodoviária de MS tem menos de 1% de duplicação e expõe gargalos estruturais

A infraestrutura rodoviária de Mato Grosso do Sul apresenta um dos principais entraves logísticos do estado: a baixa proporção de vias duplicadas. Reportagem do jornalista Anderson Viegas, do site Campo Grande News, com base no levantamento com base em dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), indica que apenas 0,74% da malha composta por rodovias federais e estaduais possui pista dupla.

No total, aponta a reportagem, o estado dispõe de 18.285 quilômetros de estradas. Desse conjunto, pouco mais da metade — 51,83%, o equivalente a 9.478,5 quilômetros — conta com pavimentação. Ainda assim, a duplicação permanece residual: somente 137 quilômetros apresentam duas pistas em cada sentido, extensão que corresponde, aproximadamente, à distância entre Campo Grande e São Gabriel do Oeste.

A análise por esfera administrativa evidencia diferenças, mas confirma a limitação estrutural em ambas. No âmbito federal, conforme o levantamento mais recente do Sistema Nacional de Viação (SNV), coordenado pelo DNIT em 2026, a malha soma 4.653,5 quilômetros. Desse total, 563,7 quilômetros ainda estão no papel, classificados como trechos planejados; outros 273,4 quilômetros permanecem sem pavimentação; e 3.816,4 quilômetros já possuem revestimento asfáltico.

Mesmo entre as rodovias federais pavimentadas, a duplicação é restrita: apenas 79,5 quilômetros contam com pista dupla, o que representa 1,70% da malha total. Em termos práticos, trata-se de uma extensão pouco inferior ao trajeto entre Campo Grande e Rochedo, de cerca de 81 quilômetros.

Na rede estadual, o cenário é ainda mais crítico. Dados da Agesul mostram que Mato Grosso do Sul possui 13.631,8 quilômetros de rodovias sob responsabilidade do estado. Desse total, 7.969,7 quilômetros seguem sem pavimentação, embora 494,5 quilômetros estejam em processo de asfaltamento. Entre os 5.662,1 quilômetros já pavimentados, apenas 57,5 quilômetros são duplicados — o equivalente a 0,42% da malha.

A extensão duplicada sob gestão estadual é semelhante ao percurso entre Campo Grande e Sidrolândia, estimado em aproximadamente 70 quilômetros, o que reforça a dimensão reduzida da infraestrutura de pista dupla no estado.

Os dados revelam que, embora haja avanço na pavimentação, a ampliação de rodovias duplicadas ainda não acompanha a demanda logística e de segurança viária. O resultado é uma malha predominantemente simples, com impactos diretos sobre o escoamento da produção, a fluidez do tráfego e os índices de acidentes.

Quando analisada exclusivamente a malha federal, a situação de Mato Grosso do Sul se mantém desfavorável no cenário nacional. Dados do Sistema Nacional de Viação (SNV) colocam o estado com o oitavo pior índice de duplicação de rodovias federais do país, evidenciando um padrão de infraestrutura aquém da média em regiões com características logísticas semelhantes.

A comparação regional reforça essa defasagem. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta desempenho significativamente inferior. Goiás, por exemplo, soma 794,2 quilômetros de rodovias federais duplicadas — o equivalente a 12,53% de sua malha. Já Mato Grosso registra 426,8 quilômetros em pista dupla, atingindo 6,42%. Ambos superam com folga os índices sul-mato-grossenses.

Mesmo diante de unidades federativas com extensão rodoviária próxima, o estado continua atrás. O Maranhão, cuja rede federal totaliza 4.339,6 quilômetros, dispõe de 144 quilômetros duplicados, alcançando 3,32% — proporção superior à registrada em Mato Grosso do Sul.

Outro aspecto que chama atenção é a ausência de trechos extensos em pista dupla. Segundo o SNV, as duplicações existentes no estado são fragmentadas, variando entre apenas 500 metros e, no máximo, 9,2 quilômetros. O menor segmento está localizado em Campo Grande, no entroncamento da BR-060 com a MS-162, enquanto o maior trecho situa-se na BR-163, na região entre a MS-276, na Vila São Pedro, e Vila Vargas.

Essa configuração revela um padrão de duplicações pontuais, concentradas principalmente em áreas urbanas, acessos a municípios, contornos rodoviários, regiões de pedágio e corredores logísticos específicos, sem continuidade suficiente para formar eixos estruturantes de maior capacidade.

No que diz respeito à gestão desses trechos, há uma divisão entre diferentes modelos administrativos. Parte da malha duplicada — 42,6 quilômetros — está sob concessão, seja à iniciativa privada, como no caso da BR-163, operada pela Motiva Pantanal, seja por meio de parcerias com o governo estadual em corredores estratégicos como as BR-262 e BR-267, integrantes da chamada Rota da Celulose, concedidas ao consórcio K&G após leilão realizado em maio do ano passado.

Além disso, 10,9 quilômetros na BR-158 estão sob gestão delegada ao governo estadual, enquanto outros 26 quilômetros permanecem sob administração direta do DNIT.

Apesar da limitação estrutural, o fluxo de veículos nas principais rodovias federais é elevado — e ocorre, predominantemente, em pistas simples. Dados do Plano Nacional de Contagem de Tráfego (PNCT) mostram que os trechos mais movimentados concentram volumes significativos de circulação diária.

A BR-163 lidera o ranking estadual, com média de 10.056 veículos por dia no segmento entre Rio Brilhante e Dourados. Na BR-060, o fluxo chega a 7.676 veículos diários nas proximidades de São Gabriel do Oeste e a 6.719 entre Campo Grande e Sidrolândia — trecho estratégico que deve integrar a Rota Bioceânica. Já a BR-158, entre Paranaíba e Cassilândia, registra 6.683 veículos por dia, enquanto a BR-267, no trecho entre Maracaju e Jardim, soma 6.469.

Outros corredores relevantes incluem a BR-376, entre Dourados e Fátima do Sul, com 5.310 veículos diários, e a BR-262, no segmento entre Água Clara e Três Lagoas, com 5.269.

O contraste entre o volume de tráfego e a predominância de pistas simples evidencia um descompasso entre demanda e capacidade instalada, com implicações diretas para a segurança viária, o tempo de deslocamento e a eficiência logística em um estado fortemente dependente do transporte rodoviário.

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