Adriane recebe 1º relatório da intervenção no Consórcio: ‘Saber o que está acontecendo’
A prefeita Adriane Lopes (PP) recebe, nesta terça-feira (30), o primeiro relatório de trabalho da equipe de intervenção do Consórcio Guaicurus.
À imprensa, a prefeita ressaltou que o primeiro relatório vai dar um panorama sobre a real situação da concessionária de ônibus de Campo Grande. “Com esse relatório, vamos ter uma visão maior do que está acontecendo, dos motivos da falta de investimento e de outras situações da concessão.”
A reunião para conversar com os interventores está marcada para o fim da tarde desta terça-feira.
Conforme a chefe do Executivo, essas reuniões deverão ocorrer toda terça-feira, para acompanhamento do trabalho de intervenção. Além disso, a cada 15 dias, um relatório será apresentado à Justiça, dentro do processo que acompanha a intervenção no Consórcio Guaicurus.
15 dias de intervenção
A equipe de intervenção, liderada pelo advogado Aléxandro de Oliveira, completou duas semanas à frente do Consórcio Guaicurus. Assim, os levantamentos dos primeiros dias de trabalho serão apresentados na reunião desta terça-feira. O Jornal Midiamax adiantou que a equipe já constatou haver caos nas finanças deixadas pelos donos da concessionária.

Conforme a procuradora-geral do Município, Cecília Rizkallah, que chefiou a comissão especial que recomendou a intervenção, a reunião irá tratar do cronograma da intervenção: “Eles vão fazer relatório para apresentar. Temos uma reunião na terça-feira. Eles estão trabalhando muito, fazendo levantamentos financeiros, contábeis e do que está funcionando. É muito cedo ainda para dar um diagnóstico”, explicou a procuradora.
A intervenção no Consórcio Guaicurus vai até o dia 13 de dezembro, 180 dias após o decreto publicado em 16 de junho. Até lá, os interventores nomeados pela prefeita Adriane Lopes (PP) ficam responsáveis pela administração da concessionária e devem elaborar o relatório final da intervenção.
Esse relatório final vai embasar a decisão da prefeita ao fim do prazo. Uma das possibilidades é decretar a caducidade do contrato, quando a concessão é cancelada por culpa de falhas da concessionária.
Se isso acontecer, o serviço volta para as mãos da Prefeitura, que poderá licitar o serviço novamente.
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