Fachada da sede da Anvisa, em Brasília, com portaria e palmeiras

Anvisa manda apreender lote falsificado de Dysport e lotes suspeitos de Keytruda

19 de outubro de 2026,
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Prateleiras de farmácia com caixas de medicamentos
Antes de usar, confira o número do lote na embalagem — Foto: Pexels/Pixabay, via Agência Brasil (ilustrativa)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote do Dysport, medicamento à base de toxina botulínica usado em procedimentos estéticos e terapêuticos, e de dois lotes do Keytruda (pembrolizumabe), indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer. As medidas estão nas Resoluções-RE nº 4.090 e nº 4.105, de 15 de outubro, publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19).

Nos dois casos, a Anvisa também proibiu a comercialização, a distribuição e o uso das unidades dos lotes indicados.

Confira os lotes

MedicamentoLote(s)Situação
Dysport (toxina botulínica)025155Falsificação apontada pela detentora do registro, Beaufour Ipsen
Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 mLZ005197 e Z012354Suspeita de falsificação, comunicada pela detentora do registro, Merck Sharp & Dohme (MSD)

Dysport: o que denuncia a falsificação

Segundo a resolução, a própria fabricante identificou no mercado unidades do lote 025155 com características diferentes das do produto original:

  • a validade impressa (06/2028) não corresponde à do produto genuíno (06/2027);
  • há mais espaçamento entre os números do lote, da validade e do código do material, fora do alinhamento padrão;
  • o frasco-ampola tem formato diferente do original;
  • o código de barras corresponde a outro lote, o W26232;
  • a caixa (embalagem secundária) traz uma arte gráfica diferente da do produto importado e distribuído no Brasil.

Com base nisso, a Anvisa classificou o caso como falsificação.

Keytruda: suspeita de falsificação

No caso do Keytruda, a resolução informa que foram identificadas, no mercado nacional, unidades dos lotes Z005197 e Z012354 com características divergentes das do medicamento original, conforme comunicado da MSD, o que caracteriza suspeita de falsificação. A medida, segundo a Anvisa, busca evitar que pacientes sejam expostos a um produto falsificado.

O que fazer

  • Confira o número do lote na caixa e no frasco antes de usar ou aplicar.
  • Se o lote for um dos listados, não use e procure o médico, a clínica ou o farmacêutico responsável.
  • No caso da toxina botulínica, vale perguntar ao profissional de onde veio o produto e pedir para ver a embalagem antes do procedimento.
  • Pacientes em tratamento contra câncer não devem interromper a terapia por conta própria: a orientação é falar com a equipe médica.
  • Suspeitas de medicamento falsificado podem ser comunicadas à Anvisa pelos canais oficiais de atendimento e denúncia da agência.

Fontes

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