Anvisa manda apreender lote falsificado de Dysport e lotes suspeitos de Keytruda

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote do Dysport, medicamento à base de toxina botulínica usado em procedimentos estéticos e terapêuticos, e de dois lotes do Keytruda (pembrolizumabe), indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer. As medidas estão nas Resoluções-RE nº 4.090 e nº 4.105, de 15 de outubro, publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19).
Nos dois casos, a Anvisa também proibiu a comercialização, a distribuição e o uso das unidades dos lotes indicados.
Confira os lotes
| Medicamento | Lote(s) | Situação |
|---|---|---|
| Dysport (toxina botulínica) | 025155 | Falsificação apontada pela detentora do registro, Beaufour Ipsen |
| Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 mL | Z005197 e Z012354 | Suspeita de falsificação, comunicada pela detentora do registro, Merck Sharp & Dohme (MSD) |
Dysport: o que denuncia a falsificação
Segundo a resolução, a própria fabricante identificou no mercado unidades do lote 025155 com características diferentes das do produto original:
- a validade impressa (06/2028) não corresponde à do produto genuíno (06/2027);
- há mais espaçamento entre os números do lote, da validade e do código do material, fora do alinhamento padrão;
- o frasco-ampola tem formato diferente do original;
- o código de barras corresponde a outro lote, o W26232;
- a caixa (embalagem secundária) traz uma arte gráfica diferente da do produto importado e distribuído no Brasil.
Com base nisso, a Anvisa classificou o caso como falsificação.
Keytruda: suspeita de falsificação
No caso do Keytruda, a resolução informa que foram identificadas, no mercado nacional, unidades dos lotes Z005197 e Z012354 com características divergentes das do medicamento original, conforme comunicado da MSD, o que caracteriza suspeita de falsificação. A medida, segundo a Anvisa, busca evitar que pacientes sejam expostos a um produto falsificado.
O que fazer
- Confira o número do lote na caixa e no frasco antes de usar ou aplicar.
- Se o lote for um dos listados, não use e procure o médico, a clínica ou o farmacêutico responsável.
- No caso da toxina botulínica, vale perguntar ao profissional de onde veio o produto e pedir para ver a embalagem antes do procedimento.
- Pacientes em tratamento contra câncer não devem interromper a terapia por conta própria: a orientação é falar com a equipe médica.
- Suspeitas de medicamento falsificado podem ser comunicadas à Anvisa pelos canais oficiais de atendimento e denúncia da agência.
Fontes
- Diário Oficial da União — Resolução-RE nº 4.090, de 15/10/2026 (Dysport) e Resolução-RE nº 4.105, de 15/10/2026 (Keytruda), publicadas em 19/10/2026
- Agência Brasil — Anvisa determina apreensão de lote falsificado de toxina botulínica e Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer (19/10/2026)
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