Apaixonado por jiu-jítsu, canadense viaja 7 mil km e apadrinha projeto em Campo Grande

17 de maio de 2026
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Depois de 15 anos treinando jiu-jítsu em Toronto, Raul Chavez ‘trombou’ com campo-grandenses no Canadá e começou a estudar português. A paixão pelo esporte brasileiro, conhecido no mundo todo, trouxe Raul até . O atleta viajou mais de 7 mil quilômetros para apadrinhar um projeto social.

O encontro entre Toronto e Campo Grande aconteceu há alguns anos, em espécie de intercâmbio esportivo. Aos 51 anos, Raul lembra o momento em que iniciou o aprendizado de português.

“Uns brasileiros foram treinar onde eu treinei no Canadá, é chamado de Ação e Reação. Os brasileiros começaram a treinar conosco e quando eles chegaram lá, eles não conseguiam falar inglês, e eu não podia falar português. Então eu comecei a aprender português”, diz o instrutor.

Viagem para Campo Grande

Tratava-se dos filhos de Bruno Maciel, que treina jiu-jítsu há 22 anos e tem um projeto social para crianças e adolescentes em Campo Grande. Após a amizade, Raul fez uma primeira viagem para a capital de Mato Grosso do Sul para conhecer o espaço e treinar com brasileiros.

“Então, me tornei amigo deles. Gosto de Campo Grande porque existem o Brunão e o projeto, com pequenos anjos do Colorado”, lembra Raul.

O instrutor de jiu-jítsu apadrinhou o projeto campo-grandense, de doações de kimonos até patrocínio para campeonatos. O que mais aquece o coração de Raul são as trocas nas aulas. “Estou aprendendo muito, talvez mais do que eu tenho ensinado nas aulas”, afirmou.

Propósitos alinhados

Bruno destaca que a parceria é muito positiva. “Nós pensamos do mesmo jeito: ajudar o próximo. O Raul tem um coração maior que ele”, comenta sobre o colega de profissão.

A presença de um colega e instrutor internacional traz mais que diferenças culturais, afirma Bruno. “As crianças veem como uma mudança de vida, como oportunidades de irem morar em outro país, como é o caso dos meus filhos, que moram no Canadá e nos EUA e vivem do jiu-jítsu lá”, ressalta o instrutor brasileiro.

No dia a dia, o esporte vai para além da luta. O profissional detalha que a prática “ajuda as crianças a saírem do celular, a ter um corpo mais preparado para o dia a dia, com disciplina, respeito e lealdade”.

Então, destaca que “o que você é no jiu-jítsu, você é aqui fora. Também ajuda a ser mais atencioso nas aulas e a mudar com a família”.

Projeto e vagas abertas

O projeto social de ensino gratuito do jiu-jítsu começou em 2012. No início, as aulas aconteciam na varanda da casa de Bruno.

Hoje, o programa atende mais de 150 crianças e adolescentes, de cinco a 17 anos. Além disso, Bruno possui três pontos de encontro com os jovens: nos bairros Tijuca, Colorado e Coophavila II.

Ao Midiamax, Bruno disse que existem vagas nas unidades do Tijuca e Colorado. Interessados podem falar com o professor pelo WhatsApp: (67) 98110-9892. “Esse é o contato do escritório que vai dar todas as informações dos projetos”, explica.

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