Política

Câmara de Lojistas alerta para uso eleitoral da greve e que motoristas podem estar “sendo usados”

Foto: Reprodução/Facebook

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL CG) divulgou nota em que critica a greve dos motoristas do transporte coletivo da Capital nesta terça-feira (21). O documento afirma que  “mais uma vez, é o varejo quem paga a conta” e alerta para a utilização eleitoral da paralisação, e de que os funcionários do Consórcio Guaicurus podem estar sendo usados como “massa de manobra”.

“Em ano de eleição, onde as posições eleitoreiras se sobrepõem ao bom senso e até mesmo aos ritos legais, não há como não pensarmos que este suposto movimento grevista tem o objetivo de atingir candidatos, administrações e não a garantir direitos trabalhistas”, diz a nota.

O documento prossegue: “Ao ouvirmos declarações de que “mesmo que se pague, hoje não tem ônibus” percebe-se que, infelizmente, os trabalhadores parecem estar sendo usados como massa de manobra”.

A CDL Campo Grande afirma que “repudia veementemente” o movimento grevista, “que perde a sua legitimidade quando não cumpre os requisitos básicos e, ao invés de atingir os empregadores, prejudica quem sustenta o transporte público campo-grandense, que é o nosso varejo”.

“Se o atual detentor da concessão de transporte público coletivo da Capital não dá conta de cumprir com suas obrigações, então que abra mão, que saia, que devolva à Prefeitura, mas não use trabalhadores para pressionar de forma imoral, e até mesmo ilegal, causando prejuízos a quem cumpre corretamente com sua parte, que são os usuários”, argumenta da CDL CG.

Confira a nota na íntegra

Greve do transporte coletivo: mais uma vez, é o varejo quem paga a conta

O varejo campo-grandense amanheceu nesta terça-feira com uma greve do transporte coletivo sem qualquer aviso prévio, prejudicando milhares de trabalhadores, estudantes e usuários que foram pegos de surpresa nos pontos e terminais.

A CDL Campo Grande repudia veementemente este movimento que perde a sua legitimidade quando não cumpre os requisitos básicos e, ao invés de atingir os empregadores, prejudica quem sustenta o transporte público campo-grandense, que é o nosso varejo.

Em ano de eleição, onde as posições eleitoreiras se sobrepõem ao bom senso e até mesmo aos ritos legais, não há como não pensarmos que este suposto movimento grevista tem o objetivo de atingir candidatos, administrações e não a garantir direitos trabalhistas.

Ao ouvirmos declarações de que “mesmo que se pague, hoje não tem ônibus” percebe-se que, infelizmente, os trabalhadores parecem estar sendo usados como massa de manobra. Se o atual detentor da concessão de transporte público coletivo da Capital não dá conta de cumprir com suas obrigações, então que abra mão, que saia, que devolva à Prefeitura, mas não use trabalhadores para pressionar de forma imoral, e até mesmo ilegal, causando prejuízos a quem cumpre corretamente com sua parte, que são os usuários.

Os direitos dos trabalhadores precisam ser respeitados, mas também os direitos da população de ir e vir, de ter o transporte coletivo com a qualidade necessária, por isso a CDL Campo Grande solicita às autoridades, tanto do executivo, quanto do legislativo e judiciário que façam algo para proteger os cidadãos.

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