Debate Midiamax ao governo de MS: candidatos cobram gestão e apresentam propostas em saúde, segurança e educação

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O primeiro debate do Jornal Midiamax nas Eleições 2026 para o governo de Mato Grosso do Sul ocorreu na noite de segunda-feira (21), no auditório do Crea-MS, em Campo Grande, a partir das 20h. Participaram Eduardo Riedel (PP), Delcídio Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL), Jeferson Bezerra (Agir), Daniel Lemes (PCO) e Renato Gomes (DC).

O encontro foi dividido em quatro blocos: perguntas de tema livre; dois blocos com temas preestabelecidos (entre eles saúde, educação e segurança pública); e considerações finais. Em cada rodada, os candidatos tinham 30 segundos para formular a pergunta, 1 minuto e 30 segundos para responder e 45 segundos para réplica e tréplica. No fechamento, cada um dispôs de três minutos, sem ataques nominais aos adversários, segundo as regras divulgadas pela cobertura.

Ao longo da noite — cerca de uma hora e meia, conforme veículos locais —, houve cobranças à gestão estadual, apresentação de propostas e embates entre os postulantes. Este texto organiza o que foi dito por tema, com falas atribuídas. Acusações de irregularidade ou corrupção são registradas como alegações dos candidatos, não como fatos estabelecidos nesta cobertura.

Saúde

A saúde foi um dos eixos de cobrança à administração estadual e de apresentação de propostas.

Renato Gomes (DC) perguntou a João Henrique Catan (Novo) sobre o setor e citou denúncias de supostas irregularidades. Catan criticou a gestão atual e disse que levaria “o gabinete do governador para dentro do hospital regional, para ele ouvir e sentir o que eu senti”, defendendo proximidade com pacientes que aguardam atendimento. As referências a operações policiais e a irregularidades foram apresentadas como acusações/argumentação do candidato, sem documentação detalhada no trecho coberto pelas fontes consultadas.

Jeferson Bezerra (Agir) perguntou a Renato Gomes como administraria a saúde. Renato defendeu auditorias e criticou o que classificou como problemas de gestão: “Precisamos de uma auditoria, precisamos de um verdadeiro administrador.” Também falou em proposta de crédito voltada a servidores e à população.

Delcídio Amaral (PRD), em comentário e nas considerações finais, ligou o tema a tecnologia: segundo cobertura local, afirmou que “quem não abraça a tecnologia vai ficar para trás, principalmente a tecnologia aplicada à saúde”, e citou integração de forças de segurança, fronteira, turismo e esporte entre prioridades.

Lucien Rezende (PSOL), ao comentar política indígena, associou saúde nas aldeias à falta de água potável e de infraestrutura: “Nós estamos no ano de 2026 e nós não temos água potável dentro das aldeias.”

Eduardo Riedel (PP), quando cobrado em outras áreas, relacionou limites fiscais à manutenção de investimentos em saúde, educação e segurança — argumento que atravessou respostas sobre salários e despesas.

Segurança

A segurança pública abriu o confronto e voltou em blocos seguintes, com ênfase na fronteira e na valorização policial.

Renato Gomes (DC) perguntou a Fábio Trad (PT) sobre segurança, citando prisões de servidores, apreensão de cocaína em Dourados e saída de presos de unidades penitenciárias. Trad deslocou o eixo para a gestão estadual e fez uma das acusações mais duras da noite: “A questão a saber não é onde tem corrupção no governo Riedel, é onde não tem corrupção.” O petista mencionou supostas irregularidades envolvendo Sanesul, Secretaria de Educação, Casa Civil, Secretaria de Saúde e prefeituras. Trata-se de acusação política do candidato, não verificada como fato nesta matéria.

Eduardo Riedel (PP) perguntou a Jeferson Bezerra (Agir) como enfrentaria tráfico e crime organizado na faixa de fronteira. Jeferson defendeu valorização profissional, novos concursos e reforço a delegacias, SIG de Dourados, Polícia Civil e Polícia da Mulher: “Precisamos olhar para a segurança pública do nosso Estado com qualidade, com carinho, porque ele sai de casa e não sabe se volta.”

Lucien Rezende (PSOL) perguntou a Riedel se considerava justo o salário de policiais militares e civis. O governador citou investimentos: “Foram mais de R$ 600 milhões investidos agora, 500 viaturas. Todos os nossos agentes de segurança têm o que há de mais moderno.” Destacou ainda a integração das forças diante da extensão das fronteiras. Os valores e números foram citados por Riedel no debate; nesta cobertura, constam como fala do candidato.

João Henrique Catan (Novo), em mais de uma intervenção, criticou as condições de segurança e, nas finais, defendeu investimentos na área junto com mudanças tributárias e valorização do funcionalismo.

Daniel Lemes (PCO), nas considerações finais, disse pretender enfrentar violência e feminicídio, dirigindo a mensagem a jovens, mulheres, população LGBTQIA+, trabalhadores, indígenas e idosos.

Educação

O salário de professores e indicadores de qualidade concentraram o embate entre Fábio Trad (PT) e Eduardo Riedel (PP).

Jeferson Bezerra (Agir) cobrou Riedel sobre valorização salarial de concursados e convocados diante do anúncio de mais de R$ 1 bilhão em reformas de escolas — valor citado no debate. Riedel disse ter buscado aproximar vencimentos e citou concurso: “Nós vamos avançar para ter os professores todos concursados. São 2.772 vagas que estão em processo de edital.” Relacionou ainda formação profissional ao baixo desemprego no Estado. A cifra de vagas e o anúncio de reformas constam como falas/atribuições do debate.

Trad cobrou compromisso que, segundo ele, Riedel teria assinado na Fiems para equiparar salários de contratados e concursados nos quatro anos de mandato. Riedel respondeu com limites legais e equilíbrio fiscal: “A gente tem limites legais impostos em relação ao equilíbrio fiscal. A gente tem que manter a saúde fiscal do estado para poder fazer política pública em todas as áreas.” Sobre a equiparação, afirmou que, não tendo sido possível equiparar integralmente, o caminho é abrir concursos para inserir docentes no quadro efetivo.

Trad disse pretender colocar o Estado entre os três primeiros do Ideb no ensino médio e afirmou que o ensino médio sul-mato-grossense se equipara a estados mais pobres, citando Paraíba e Alagoas — comparações e metas apresentadas como fala do candidato. Riedel rebateu que o Ideb não seria o único indicador e citou Pisa e proficiência: “o estado de Mato Grosso do Sul tem o melhor resultado do país.” A afirmação sobre Pisa/proficiência é fala atribuída a Riedel no debate, não verificação editorial desta matéria.

Lucien Rezende (PSOL) também incluiu equiparação salarial de professores e agricultura familiar entre os debates que diz querer fazer.

Infraestrutura, Fundersul e fisco

Rodovias, Fundersul, asfalto/drenagem, incentivos fiscais e limite de gastos com pessoal atravessaram o debate.

João Henrique Catan (Novo) perguntou a Daniel Lemes (PCO) como reduzir o custo da pavimentação. Lemes criticou buracos em Campo Grande e alegou desvio de recursos na administração estadual sem apresentar documentação na resposta coberta pelas fontes.

Delcídio Amaral (PRD) criticou mudanças na destinação do Fundersul: segundo ele, o fundo deveria priorizar o produtor rural. “Sobre o Fundersul, a prioridade era atender os produtores rurais e depois foi para as cidades fazer politicagem. É preciso resgatar o princípio do Fundersul…” Também falou em Rota Bioceânica, ferrovia Noroeste e em questionar incentivos a grandes empresas frente a pequenos e médios.

Jeferson Bezerra (Agir), sobre rodovias e Fundersul: “Nós precisamos primeiro abrir o Fundersul, o Fundersul hoje é uma verdadeira caixa-preta.” A expressão “caixa-preta” é avaliação/acusação do candidato.

Fábio Trad (PT), perguntado sobre infraestrutura, criticou pavimentação sem drenagem e saneamento adequados: “Nós vamos fazer o esgoto e vamos fazer o asfalto.”

Catan questionou Jeferson sobre despesas com pessoal e equilíbrio fiscal. Jeferson defendeu cortar gasto e “enxugar a máquina”. Renato Gomes resumiu: “Vamos revisar o orçamento.” Riedel perguntou a Delcídio de onde sairia espaço para reajustes diante da Lei de Responsabilidade Fiscal; Delcídio disse haver margem via revisão de incentivos fiscais para valorizar servidores de carreira.

Renato Gomes criticou carga tributária e custos de energia, gás, cesta básica e combustíveis, e voltou a fazer acusações de corrupção contra integrantes da administração — não estabelecidas como fato nesta cobertura.

Catan criticou a política de incentivos fiscais e falou em “fundo de compensação” para municípios. Trad, em comentário sobre habitação e renda, disse a Riedel: “Essa riqueza não chegou no povo, Riedel. Você precisa admitir isso.” Riedel, nas finais, criticou o tom de ataques e pediu confiança citando resultados econômicos e programas sociais da gestão.

Outros eixos citados (síntese)

  • Meio ambiente / Pantanal: Delcídio cobrou política consistente contra queimadas; Lucien defendeu fortalecimento ambiental e biomas Cerrado/Pantanal; Catan falou em conciliar produção e preservação (pagamento por serviços ambientais).
  • Povos indígenas: perguntas e respostas de Lemes, Catan, Trad, Lucien e Riedel (este separou conflito fundiário e políticas públicas).
  • Cultura/turismo: Renato criticou contratação de artista de fora com recurso público (citou Seu Jorge / R$ 500 mil — valor como fala do candidato) e “supersalários”; Delcídio perguntou sobre cultura, lazer, esporte e turismo.
  • Habitação (idosos): Lucien cobrou Riedel; o governador citou programas por faixa de renda.

Onde reassistir

Canal Informação
Organizador Jornal Midiamax
Local do evento Auditório do Crea-MS, Campo Grande
YouTube (canal Midiamax) https://www.youtube.com/watch?v=lNR47ro8uIkDebate Midiamax: Eleições 2026 (autor: Jornal Midiamax)
YouTube (parceiro / Radio Hora) https://www.youtube.com/watch?v=ZMtChobsBb0Eleições 2026 – Debate MIDIAMAX
Outros Portal Midiamax, redes do jornal; transmissão também citada em TV/rádios parceiras no dia do evento

Participantes

  1. Eduardo Riedel (PP)
  2. Delcídio Amaral (PRD)
  3. Fábio Trad (PT)
  4. João Henrique Catan (Novo)
  5. Lucien Rezende (PSOL)
  6. Jeferson Bezerra (Agir)
  7. Daniel Lemes (PCO)
  8. Renato Gomes (DC)

Fontes

G1 MS — Ana Karla Flores, 22/09/2026:

https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/eleicoes/2026/noticia/2026/09/22/debate-entre-candidatos-ao-governo-de-ms-tem-troca-de-acusacoes-e-criticas-a-gestao-estadual.ghtml

Semana On — 22/09/2026:

https://semanaon.com.br/mato-grosso-do-sul/debate-ao-governo-de-ms-expoe-confronto-sobre-gestao-riedel-saude-seguranca-e-distribuicao-da-riqueza/

Mídia News Campo Grande — Delcídio / Fundersul / tecnologia (22/09/2026):

https://midianewscampogrande.com.br/delcidio-critica-uso-do-fundersul-e-defende-tecnologia-e-apoio-a-empresarios-em-debate/

Total News MS — embate Riedel × Trad (educação), 21/09/2026:

https://totalnewsms.com.br/politica/riedel-e-trad-trocam-farpas-em-debate-sobre-educacao-e-fazer-aquilo-que-a-gente-ja-faz/

StarMídia News — síntese do debate, 22/09/2026:

https://starmidianews.com.br/candidatos-elevam-o-tom-em-debate-sobre-futuro-de-mato-grosso-do-sul/

Prévia / onde assistir (Diadia) — local, horário, transmissão:

https://jornaldiadia.com.br/debate-midiamax-acontece-hoje-confira-como-e-onde-assistir/

YouTube Midiamax:

https://www.youtube.com/watch?v=lNR47ro8uIk

YouTube Radio Hora:

https://www.youtube.com/watch?v=ZMtChobsBb0

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