Dez cidades de MS seguem sem registro de feminicídio desde a criação da lei em 2015

4 de abril de 2026
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Mato Grosso do Sul encerra o primeiro trimestre de 2026 com oito feminicídios registrados, todos em cidades do interior. No entanto, dados do Painel de Monitoramento de Violência contra a Mulher, do TJMS (Tribunal de Justiça), revelam que dez municípios sul-mato-grossenses seguem sem registros de assassinatos motivados pelo gênero, desde que a tipificação do crime foi criada, em 2015.

Na lista das cidades que não possuem registros de feminicídio em seus históricos, aparecem Paraíso das Águas, Brasilândia, Vicentina, Jateí, Taquarussu, Guia Lopes da Laguna, Bodoquena, Corguinho, Rio Negro e Jaraguari.

Conforme os dados, o cenário contrasta com os maiores centros do Estado. Campo Grande concentra o maior volume de ocorrências desde a criação da lei, com 83 casos. No interior, o ranking de ocorrências é liderado por Três Lagoas e Dourados, ambas com 28 registros, seguidos por Ponta Porã (13), Corumbá (10) e Amambai (9).

Perfil das ocorrências

De acordo com o painel, o local de maior registro da violência em Mato Grosso do Sul é a casa da vítima, com 210 casos registrados no sistema. O perfil das vítimas indica predominância de mulheres adultas, com idade entre 30 e 59 anos, e de cor parda, com 166 registros.

A relação entre autor e vítima também segue um padrão no Estado. Em 77 casos, o crime foi cometido pelo cônjuge, enquanto conviventes aparecem em 22 ocorrências. Outros tipos de relacionamento, como namorados (6) e filhos (9), também figuram nas estatísticas de violência doméstica.

Distribuição regional

O painel aponta que a violência contra a mulher possui focos específicos de maior gravidade. Além das maiores cidades, municípios como Costa Rica e Nova Alvorada do Sul registram 7 e 6 casos, respectivamente. Já em cidades como Amambai, o índice é de 9 mortes.

Cidades sem registros de feminicídio (2015-2026):

  • Paraíso das Águas;
  • Brasilândia;
  • Vicentina;
  • Jateí;
  • Taquarussu;
  • Guia Lopes da Laguna;
  • Bodoquena;
  • Corguinho;
  • Rio Negro;
  • Jaraguari.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aquiElas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

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