Em meio a pico da chikungunya, secretário de Saúde de MS aguarda vacinas do Governo Federal

27 de abril de 2026
Compartilhe:
Loading...

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, afirmou na manhã desta segunda-feira (27) que aguarda informações do Ministério da Saúde sobre o envio de mais doses de vacina contra chikungunya.  e Dourados já iniciaram a aplicação.

“As vacinas estão sendo fornecidas pelo Ministério da Saúde. Então, depende do ministério nos oferecer [mais doses]. E, logicamente, do grau de atingimento do público ao ser vacinado”, declarou, durante evento de inauguração de ala do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande.

Simões explicou que a SES vem ampliando a capacitação dos servidores para atender os pacientes e avalia que o pior da epidemia já teria passado.

“Eu sempre penso em ser otimista, acho que o pior já passou em termos de uma curva crescente. Mas ainda estamos no pico, os cuidados continuam”, disse.

Em menos de 4 meses, chikungunya já supera metade dos casos de 2025

Em 2026, Mato Grosso do Sul já registra 7,5 mil casos de chikungunya, entre confirmados e suspeitos. O número representa 54,3% de todos os 14.148 casos prováveis acumulados ao longo de 2025 — um avanço acelerado em menos de quatro meses, com epidemia da doença em 18 cidades do Estado.

Entre 2015 e 2024, a soma de todos os casos de chikungunya registrados no Estado foi de 7.143. Ou seja, o total de 2025 representa quase o dobro do registrado em uma década. No ano passado, os números da doença explodiram em Mato Grosso do Sul, tendência que se repete em 2026.

As mortes por chikungunya também batem recorde em 2026. Em Mato Grosso do Sul, 13 pessoas perderam a vida para a doença entre janeiro e abril deste ano — 70,6% do total de óbitos registrados em todo o ano passado, quando 17 sul-mato-grossenses morreram de chikungunya.

Os números foram publicados na última quinta-feira (23), no Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, com dados atualizados até 18 de abril. As informações de anos anteriores estão disponíveis nos boletins epidemiológicos da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul).

Epicentro da chikungunya no país

Mato Grosso do Sul lidera todos os números relacionados à chikungunya, em comparação com os outros estados do país, desde o início de 2026.

Com 259,4 casos por 100 mil habitantes, a incidência no Estado é mais de 17 vezes maior que a média nacional, de 15. Mato Grosso do Sul lidera o ranking de incidência, seguido de Goiás (111,3), Rondônia (38,9), Minas Gerais (38,7), Mato Grosso (21), Tocantins (15,8) e Rio Grande do Norte (13,8).

Em todo o Brasil, são 19 mortes confirmadas, 13 apenas em Mato Grosso do Sul — ou seja, 63% das mortes estão concentradas no Estado.

Conforme a SES-MS, apenas uma das vítimas não era parte do grupo de risco: um homem de 55 anos, sem comorbidades. Outras nove vítimas tinham mais de 60 anos e duas eram bebês. Os óbitos estão concentrados em Dourados (8),  (2),  (1) e Fátima do Sul (1).

O que é a chikungunya

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Arquivo Midiamax)

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.

Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.

Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Loading...

Notícias Destaque

Mail Icon

Assine nossa newsletter

Fique por dentro das últimas notícias, só preencher abaixo.

Leave A Comment

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.