Em setembro, chuva em Campo Grande foi quase 3 vezes maior que a média histórica

3 de outubro de 2026
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Campo Grande registrou um acumulado de chuva de aproximadamente 219,8 milímetros durante o mês de setembro de 2026, conforme dados do painel do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O valor é três vezes maior que a média histórica esperada para o mês, de 77,6 mm.

Em 2025, a Capital registrou apenas 23,4 milímetros de chuva durante todo o mês de setembro, o equivalente a três vezes menos que a média histórica e nove vezes menos que o acumulado de 2026. A média histórica é baseada em dados climatológicos de uma estação meteorológica, considerando o período entre 1981 e 2010.

Apenas nos primeiros 15 dias de setembro deste ano, Campo Grande teve 172,4 milímetros de chuva. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), as chuvas foram concentradas em grandes volumes em episódios pontuais.

Acumulados em outras cidades

Além da Capital, outras 28 cidades de Mato Grosso do Sul registraram acumulados superiores a 100 milímetros em setembro. O município de Anaurilândia liderou o ranking, com 223,6 mm de chuva acumulada, seguido por Itaporã, com 200,8 mm, e Ivinhema, com 190,2 mm. Os aumentos, em relação à média histórica, foram de 146%, 85% e 58%, respectivamente.

No ano passado, as três cidades ficaram abaixo da média histórica, com precipitação total de 17,4 mm (Anaurilândia), 39,2 mm (Itaporã) e 23,4 mm (Ivinhema). Juntas, somaram 80 milímetros acumulados, menos da metade de qualquer acumulado dos mesmos municípios neste ano.

Tempestade devastadora

Em setembro, uma tempestade atingiu Campo Grande de forma devastadora, no dia 10. A Capital estava sob alerta laranja de tempestade e, apesar de registrar somente 19,6 mm de chuva, teve rajadas de vento que chegaram a 87 km/h.

O temporal foi suficiente para causar estragos em diversos pontos da cidade, como interrupção no fornecimento de energia, quedas de árvores e postes, além de alagamentos. Devido ao caos, a prefeita Adriane Lopes (PP) decretou situação de emergência em Campo Grande.

As aulas de toda a Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande foram suspensas pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) no dia seguinte à tempestade. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) Santa Mônica e Universitário foram impactadas pela tempestade. No bairro Santa Mônica, a unidade ficou mais de 17 horas sem luz. Já a do Universitário teve parte da estrutura do teto quebrada com as rajadas de vento.

A tempestade também deixou mais de 300 mil unidades consumidoras sem energia. Diversos bairros da Capital, como Santo Antônio, Monte Castelo, Taveirópolis, Jardim Los Angeles, Vila Nasser e Jockey Club, registraram falta de luz por mais de 24 horas. Ao todo, o Corpo de Bombeiros recebeu, no dia da tempestade, mais de 100 chamados para quedas de árvores em Campo Grande.

As quedas de árvores causaram estragos em diversas regiões da cidade. Na Mata do Jacinto, duas árvores caíram e impediram a saída de moradores, além de causarem danos a uma residência. Já no bairro Nhanhá e na Esplanada Ferroviária, moradores escaparam por pouco das quedas de árvores.

O trânsito também foi afetado pelas obstruções nas vias. Na Rua Santana, no bairro Jardim TV Morena, uma árvore caiu sobre um carro e interditou parcialmente a rua. A situação provocou congestionamento na via de mão dupla, que é um dos principais acessos à Avenida Zahran.

Já na Rua Pernambuco, uma árvore gigante caiu e bloqueou o acesso à Avenida Nelly Martins. Os carros que chegavam ao fim da Pernambuco precisavam ‘dar meia-volta’, já que a vegetação bloqueava a pista. Motoristas também relataram ter escapado de acidentes graves na Avenida Fernando Corrêa da Costa e na Rua 15 de Novembro após a queda de árvores.

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