Fluxo Oculto: como empresa de MS participava de esquema que lavou R$ 26 bilhões para o PCC
Empresa localizada em Iguatemi — no extremo sul de Mato Grosso do Sul — é alvo de nova fase da Operação Carbono Oculo, denominada Fluxo Oculto, onde os agentes cumprem um mandado de busca e apreensão.
A Receita Federal e o Gaeco de São Paulo conduzem investigação que mira fintechs usadas como bancos paralelos pelo PCC, mas que contavam com participação de empresas de fachada, usinas, distribuidoras e postos de combustíveis.
Além de lavar dinheiro do crime, o grupo sonegava impostos e lucrava com venda de combustíveis adulterados.
Conforme as informações iniciais divulgadas pela Receita Federal, a organização criminosa se utilizava de ‘testas de ferro’ em empresas de fachada para simular compra de grandes volumes de nafta petroquímica, por exemplo, sob pretexto de destinação química/industrial.
Organograma divulgado pelas autoridades mostra que, na verdade, o produto era desviado de finalidade e utilizado para adulteração de combustíveis. Com isso, o grupo conseguia lucrar com sonegação de impostos, num montante aproximado de R$ 200 milhões em dois anos.
Toda a movimentação continha dinheiro ilícito injetado pelo PCC, que era lavado em postos de combustíveis, por exemplo.
O mandado cumprido em empresa sediada em Iguatemi visa à verificação da regularidade fiscal dos beneficiários das operações financeiras. Mais informações serão divulgadas em coletiva à imprensa ainda nesta quinta-feira (28).
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