Do Pantanal ao green: como o golfe ganhou raiz em Mato Grosso do Sul

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Há pouco mais de uma década e meia, falar em golfe em Mato Grosso do Sul ainda soava exótico para muita gente. O cenário mudou quando a Associação Terras do Golfe, em Campo Grande, estruturou o primeiro campo do estado e passou a organizar torneios regulares, abrindo caminho para rankings, categorias por handicap e a formação de novas gerações de golfistas.

O campo, projetado pelo arquiteto americano Dan Blankenship, nasceu ligado a um condomínio e ao projeto de difundir a modalidade no Centro-Oeste. Com nove buracos e infraestrutura própria, o Terras do Golfe tornou-se o endereço natural das competições sul-mato-grossenses e um elo com o circuito paulista — a associação é filiada à Federação Paulista de Golfe, o que permite pontuação em rankings para além das fronteiras do MS.

A história recente do esporte no estado passa por marcos como a Taça Pantanal e os Abertos do Terras do Golfe, que já reuniram amadores de várias regiões e, em algumas edições, profissionais. Esses eventos ajudaram a popularizar a modalidade, a atrair visitantes e a mostrar que o MS também entra no mapa do golfe brasileiro — não só como destino turístico do Pantanal, mas como praça esportiva organizada.

Em 2026, o calendário estadual segue esse ritmo. A 7ª etapa do Campeonato Estadual de Golfe está marcada para os dias 26 e 27 de setembro, no Terras do Golfe, em Campo Grande. A disputa entra na reta decisiva da temporada e concentra a atenção de atletas, categorias e de quem acompanha o ranking estadual.

Para quem pratica ou começa agora, o significado vai além da placa de campeão. Cada etapa alimenta a cultura do esporte: disciplina, etiqueta de campo, convivência e a rotina de treino que transforma curiosos em atletas. Para o estado, o retorno é de imagem e de agenda — torneios geram movimento em hotéis, serviços e na própria comunidade do clube.

O desafio dos próximos anos continua sendo o mesmo de qualquer modalidade ainda em expansão: ampliar a base de praticantes, garantir calendário estável e manter o campo como referência técnica e social. Com a 7ª etapa do Estadual neste fim de semana (26 e 27 de setembro), Mato Grosso do Sul tem mais uma chance de mostrar, no green, a evolução de um esporte que já deixou de ser novidade e passou a fazer parte do repertório esportivo local.

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