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Intervenção militar burra na saúde é culpada pelas 180 mil mortes na pandemia, afirma Mandetta

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) foi o protagonista do Programa Em pauta do canal Globo News nesta sexta -feira (11), condenou a politica de saúde do presidente Bolsonaro, qual classificou como uma “intervenção militar burra”, que resultou na mortes de 180 mil brasileiros diante a pandemia do coronavírus.

“Um capitão e um general, ninguém mais sabe que lado a saúde pública vai no Brasil, estamos em uma intervenção militar burra”, exclamou Mandetta ao comentar sobre a administração atual do Ministério da Saúde.

Para Mandetta militares são bons para comprar uniformes “tem que chamar quem sabe, a logística militar para comprar um coturno, um coldre, mandar um sargento empacotar e despachar de caminhão é uma coisa. A logística de saúde, tem insumos que precisam de temperatura adequada, tempo, saber como acionar o exército de vacinadores, temos 43 mil equipes de saúde da família”

Mandetta pede a cabeça de Pazuelo

“Chamem quem sabe, estamos nas mãos de alguém que não sabe o norte para onde vai, até um escoteiro sabe que tem que ter um bússola, me admira um general em cima do sistema de saúde, numa crise, ele parasse sem sentido, cada hora apontando para um lado que nos faz andarmos em círculos”comparou as iniciativas da pasta atual da saúde.

Não pense que USP é comunista, que a Fio Cruz é comunista, a Opas é comunista, que há uma conspiração comunista, agora não é a hora de ver a cor do gato é agora pegar o rato. “

“Chamem os melhores, para de improvisar, de brincar, isso não é uma atividade militar, se chamar um médico um padre para comandar um guerra, médico e padre não sabem matar , militar sabe. Militar não sabe cuidar, não sabe curar, não sabe promover  de saúde, por isso esta tendo essa batelão de cabeça”.

Não sei se é pior ele (Pazuelo) se submeter a essa lógica absurda ou se é o presidente impor essa lógica. É precisa alguém com racionalidade, tem gente boa, ministros, gente ponderada, eu estive la dentro, tem que passar por cima da vaidade.

Mandetta afirma que o presidente não inteligência emocional para falar com a população 

“quando falou que era uma gripezinha, que não era coveiro, quando falou, e daí para o número da mortos, que esta no finalzinho da pandemia. Hoje vi um sargento bater no rosto tenente coronel porque ele não queria usar a máscara,  isso é inspirado nas falas do presidente, de quem é marica, quem quer se proteger dentro do brasil . Macho é quem coloca em risco seu pai e sua mãe, em troca de sabe se lá o que. Isso é uma falta de inteligência, inconsequência e  isso prejudica, falar que está acabando, estamos em dezembro e aumentando o número de casos, temos uma janela curta ate abril para vacinar. Temos natal, temos o verão com as praias, aglomeração, não haverá o carnaval oficial dos governos, mas com esse tipo de fala é possível o presidente se fantasie para pular carnaval na esplanada e incentivar a cultura popular”, ironizou o ex-ministro. 

Para Mandetta era possível evitar as 180 mil mortes e ainda não ter chegado nos três dígitos de vítimas se as medidas corretas tivessem sido mantidas após sua saída do Ministério da Saúde. 

“claro que era possível (evitar 180 mil mortes), eu nunca falei enquanto ministro, eu falei os cenários que nós trabalhávamos. 180mil era os números que eu falava para o presidente que iríamos chegar se continuasse aquele negacionismo e a população não tivesse liderança era nosso pior cenário. Nós tínhamos que enfrentar isso unidos, nosso adversário era o coronavírus” 

O ex-ministro acredita que as mortes não irão parar e chegarão 200 mil até o final do ano, e que e necessário enfrentamento em três eixos já bem explanados nos últimos meses como a prevenção, lavar as mãos, usar álcool em gel, manter o distanciamento social, o uso de máscara.

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