Mapeamento mostra bairros com maior incidência de chikungunya em Dourados

4 de abril de 2026
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Os casos de chikungunya seguem em alta em Mato Grosso do Sul, sobretudo no município de Dourados, distante 233 km de Campo Grande. Conforme boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (3), a cidade conta com 1.259 casos confirmados da doença.

Um mapeamento realizado pelo pesquisador da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) Antonio Idêrlian identificou quais são as regiões e os bairros mais afetados pela chikungunya em Dourados. O projeto é uma parceira entre a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) — por meio do laboratório de geoprocessamento da universidade — e a Secretaria de Saúde da cidade.

No mais recente levantamento, os locais com maior número de casos da arbovirose foram as aldeias Bororó e Jaguapiru, além dos bairros Jardim Jóquei Clube, Jardim Água Boa e Jardim Novo Horizonte. Além disso, o estudo mostra recortes por faixa etária, sexo e raça.

 

Casos se concentram em aldeias indígenas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ao Jornal Midiamax, o pesquisador afirmou que as áreas mais afetadas pela doença costumam ser as com piores condições socioeconômicas. “O mosquito e a doença não escolhem cor, renda… mas as condições socioeconômicas e de saneamento criam estruturas suficientes pra que isso ocorra”, explicou Antonio.

Um comparativo entre as regiões com maior precariedade no saneamento e incidência da chikungunya expõe a semelhança dos locais. Confira:

Incidência da chikungunya em Dourados, à esquerda, em comparação com as áreas com saneamento precário, à direita. (Foto: Arquivo Pessoal)

Idosos podem ser mais ‘frágeis’

O recorte por faixa etária aponta que os idosos podem ser o grupo mais frágil em relação à doença. Isso porque a incidência é maior entre pessoas de até 29 anos, que tiveram 328 infectados entre os dias 27 de março e 2 de abril. No mesmo período, foram apenas 45 casos entre idosos, ou seja, pessoas de 60 anos ou mais.

Recorte por faixa etária da incidência de chikungunya. (Foto: Arquivo Pessoal)

No entanto, das sete vítimas de chikungunya registradas em MS em 2026, cinco foram idosos. Três deles moravam em uma aldeia indígena de Dourados e tinham 60, 69 e 73 anos. Em Jardim, uma idosa de 80 anos também foi vítima da doença, enquanto outro idoso de 72 anos morreu em Bonito. Dourados também teve outras duas vítimas: dois bebês, de 1 e 3 meses de idade.

Além do filtro por idade, a doença na cidade douradense tem maior incidência entre as mulheres, com 56,9% dos casos, conforme o mapeamento do pesquisador. Já em termos de raça, a doença atinge, sobretudo, pessoas indígenas, seguida por pessoas brancas e pardas.

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