Mapeamento mostra bairros com maior incidência de chikungunya em Dourados
Os casos de chikungunya seguem em alta em Mato Grosso do Sul, sobretudo no município de Dourados, distante 233 km de Campo Grande. Conforme boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (3), a cidade conta com 1.259 casos confirmados da doença.
Um mapeamento realizado pelo pesquisador da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) Antonio Idêrlian identificou quais são as regiões e os bairros mais afetados pela chikungunya em Dourados. O projeto é uma parceira entre a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) — por meio do laboratório de geoprocessamento da universidade — e a Secretaria de Saúde da cidade.
No mais recente levantamento, os locais com maior número de casos da arbovirose foram as aldeias Bororó e Jaguapiru, além dos bairros Jardim Jóquei Clube, Jardim Água Boa e Jardim Novo Horizonte. Além disso, o estudo mostra recortes por faixa etária, sexo e raça.

Ao Jornal Midiamax, o pesquisador afirmou que as áreas mais afetadas pela doença costumam ser as com piores condições socioeconômicas. “O mosquito e a doença não escolhem cor, renda… mas as condições socioeconômicas e de saneamento criam estruturas suficientes pra que isso ocorra”, explicou Antonio.
Um comparativo entre as regiões com maior precariedade no saneamento e incidência da chikungunya expõe a semelhança dos locais. Confira:

Idosos podem ser mais ‘frágeis’
O recorte por faixa etária aponta que os idosos podem ser o grupo mais frágil em relação à doença. Isso porque a incidência é maior entre pessoas de até 29 anos, que tiveram 328 infectados entre os dias 27 de março e 2 de abril. No mesmo período, foram apenas 45 casos entre idosos, ou seja, pessoas de 60 anos ou mais.

No entanto, das sete vítimas de chikungunya registradas em MS em 2026, cinco foram idosos. Três deles moravam em uma aldeia indígena de Dourados e tinham 60, 69 e 73 anos. Em Jardim, uma idosa de 80 anos também foi vítima da doença, enquanto outro idoso de 72 anos morreu em Bonito. Dourados também teve outras duas vítimas: dois bebês, de 1 e 3 meses de idade.
Além do filtro por idade, a doença na cidade douradense tem maior incidência entre as mulheres, com 56,9% dos casos, conforme o mapeamento do pesquisador. Já em termos de raça, a doença atinge, sobretudo, pessoas indígenas, seguida por pessoas brancas e pardas.
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