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Movimento #Exposed: mulheres de Campo Grande denunciam abusadores na internet

Hashtag “#ExposedCG” ganhou força com garotas expondo assédios psicológicos, físicos e morais pelo Twitter

Casos de assédio, abuso e estupros não são tão incomuns quanto a baixa notificação pode fazer parecer. Em muitos casos, as mulheres que passam pela situação preferem ficar caladas, seja por vergonha, medo ou até pelo descrédito que podem vir a sofrer frente ao abusador. Diante desse quadro, jovens de Campo Grande iniciaram no Twitter o movimento #ExposedCG, buscando dar voz àquelas que até então tinham dificuldade em lidar com o episódio traumático em suas vidas.

O movimento #Exposed é mundial – o termo em inglês pode ser traduzido como “exposto” – e tem sido destaque em vários países. A hashtag geralmente vem acompanhada do nome da cidade. Os relatos costumam detalhar o local – como festas e escolas -, a abordagem e como ocorreu o abuso ou o assédio. Algumas mulheres optaram por não divulgar o nome dos homens envolvidos, enquanto outras chegaram até mesmo a marcar os perfis dos supostos abusadores nas redes sociais.

Ações contra o abuso e assédio estão se tornando cada vez mais comuns. No carnaval, como noticiado aqui, o Movimento Elas Podem saiu às ruas de Campo Grande em uma campanha para dizer que “Não é Não”. Os protestos agora ganham ainda mais força no mundo virtual.

Nas redes sociais as denúncias surgiram também em Londrina, Curitiba, São Paulo e Curitiba, por exemplo. Mudam as cidades, mas os relatos são os mesmos: a agressão na maioria das vezes surgiu após as mulheres terem dito “não” ao agressor.

Uma das primeiras manifestações deste tipo criada por mulheres aconteceu em 2015, com o #MeuAmigoSecreto lotando as redes sociais de relatos de quem sofreu com atitudes machistas de homens conhecidos.

De acordo com a Lei n°13.718/2018, assédio sexual é crime. A pena para importunação sexual pode variar entre 1 e 5 anos, sendo aumentada em caso de agravantes.

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