Onda de calor, seca e incêndios: entenda o que é El Niño e os impactos em MS

30 de maio de 2026
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  • Quem estava em Mato Grosso do Sul em 2023 certamente se lembra do calor intenso que marcou o ano. Em diversos municípios, os termômetros chegaram aos 40°C, ou ficaram muito próximos disso, com sucessivas ondas de calor. As altas temperaturas acenderam alertas para a saúde pública, aumentaram os focos de incêndio e colocaram em risco setores importantes da economia, como a agropecuária.

Todo esse cenário foi influenciado pelo El Niño, fenômeno climático que teve efeitos significativos até 2024, ano em que Mato Grosso do Sul enfrentou inúmeros incêndios florestais, como aponta o Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

El Niño em Mato Grosso do Sul

Segundo análises e boletins técnicos do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o último episódio de El Niño com influência significativa em Mato Grosso do Sul ocorreu entre 2023 e 2024.

O fenômeno teve intensidade considerada forte em escala global e trouxe reflexos importantes para o Estado, principalmente relacionados ao aumento das temperaturas, períodos de estiagem e agravamento do risco de incêndios florestais, especialmente no Pantanal.

Agora, o evento em formação para 2026 preocupa a entidade, porque os modelos climáticos indicam alta probabilidade de evolução para um El Niño moderado a forte, podendo até atingir intensidade ‘muito forte’ no segundo semestre. De acordo com os técnicos do Cemtec, há possibilidade de intensificação gradual ao longo do inverno e da primavera.

Impactos do El Niño

Assim como em 2023 e 2024, caso o El Niño ocorra em 2026, Mato Grosso do Sul sentirá seus impactos. Os mais esperados são temperaturas acima da média; ondas de calor mais frequentes e intensas; chuvas irregulares, veranicos durante a estação chuvosa; períodos prolongados de tempo seco; e aumento do risco de incêndios florestais.

No Estado, as regiões mais suscetíveis tendem a ser o Pantanal e parte das regiões oeste, sudoeste e norte, onde a combinação entre calor intenso, baixa umidade e redução das chuvas favorece condições críticas para queimadas e déficit hídrico. Novamente, o fenômeno pode gerar impactos importantes à saúde, agricultura e pecuária.

Na saúde, o calor excessivo e a baixa umidade favorecem problemas respiratórios, desidratação, agravamento de doenças cardiovasculares e aumento do desconforto térmico.

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