Esporte

Para Talita, vôlei de praia não recomeça antes de setembro

Luciano Hideo Shakihama www.soporesporte.com.br  

Uma das principais atletas do vôlei de praia nacional, Talita endossa o coro de que o momento é o foco no combate ao novo coronavírus. Em entrevista ao Só Por Esportes, a sul-mato-grossense que mora e treina no Rio de Janeiro acredita que os torneios em solo nacional retornam somente a partir do segundo semestre.

“Acredito que antes de setembro não teremos nada, mas tudo vai depender de como será o controle desse vírus. No momento, o foco precisa ser esse”, falou a brasileira de 37 anos. O Circuito Nacional de vôlei de praia 2019/2020 foi suspenso em março e no último dia 13, a Confederação (CBV) oficializou o encerramento da temporada. 

Previstas para este semestre, as etapas na cidade carioca e em Itapema (SC) devem ser remanejadas para a disputa 2020/2021. Não há datas definidas para a retomada do calendário do voleibol nacional. 

Com três olimpíadas no currículo – 2008, 2012, e 2016 – Talita segue em distanciamento social. “Estamos em casa direto, fazendo exercícios na varanda tentando ao máximo manter o condicionamento físico e como estou com filho pequeno estamos aproveitando esse tempo com ele”, fala a aquidauanense. “Já estou sentindo falta dos campeonatos,da minha rotina diária de treinos.Mas sei que nesse momento o isolamento social é muito importante”, acrescenta.

Será uma grande ajuda, diz Talita sobre antecipação da premiação aos atletas CBV

Sobre a antecipação disponibilizada pela CBV, cujo recurso faz parte das premiações das etapas de vôlei de praia que foram adiadas por conta da COVID-19, Talita disse ao SPE que, no momento, não será preciso utilizar.

O “empréstimo” é opcional aos 120 atletas (60 de cada gênero) mais bem colocados no ranking individual da temporada 19/20 do Circuito Brasileiro Open. São duas parcelas de R$ 2 mil cada e, de acordo com a Confederação, a primeira foi liberada no último dia 11 e a segunda sai em 10 de junho. 

“Passamos por um momento muito delicado no mundo, tempos difíceis. Foi pedida uma ajuda à CBV e pelas dificuldades financeiras a entidade não teria condições de arcar com uma ajuda de custo”, comenta a atleta. 

“Mas, pensando em todos os atletas que nesse momento estão sem poder treinar e competir, abriram uma exceção e conseguiram liberar uma parte da verba destinada aos torneios que foram adiados, não é a ideal mas com certeza é o melhor que poderiam fazer no momento e será uma grande ajuda”, acrescenta.

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Luciano Hideo Shakihama

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