Penduricalhos de desembargadores superam salários e somam quase R$ 9 milhões no TJMS em 2026
Quase 60% dos pagamentos feitos aos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) entre janeiro e abril de 2026 correspondem a verbas extras, indenizações e gratificações, conhecidas como “penduricalhos”. O levantamento foi feito pelo g1 com base nos contracheques disponíveis no portal da transparência do tribunal.
Nos quatro primeiros meses do ano, o TJMS pagou R$ 14.878.098,02 aos desembargadores. Desse total, R$ 6.054.941,65 correspondem aos salários base e R$ 8.823.156,37 são referentes a verbas adicionais. O g1 procurou o tribunal para esclarecer a base de cálculo dos pagamentos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Os penduricalhos representam 59,3% do total pago no período. Na prática, a cada R$ 10 desembolsados pelo tribunal, cerca de R$ 6 foram destinados a pagamentos extras.
Os valores considerados no levantamento incluem:
- subsídios, que são os salários dos magistrados;
- indenizações, como auxílios alimentação, transporte, saúde, moradia e outros benefícios;
- remuneração paradigma, que inclui valores do cargo efetivo e adicionais;
- vantagens pessoais, como adicionais por tempo de serviço e abono de permanência;
- vantagens eventuais, como férias indenizadas, pagamentos retroativos e substituições;
- gratificações de diferentes naturezas.
🔎 Os chamados “penduricalhos” são verbas remuneratórias ou indenizatórias pagas além do salário base. Em alguns casos, esses valores elevam a remuneração acima do teto do funcionalismo público. Parte dessas verbas está prevista em lei.
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