Prefeita diz que pode impedir venda do Consórcio Guaicurus: ‘Má gestão de anos’

8 de setembro de 2026
Compartilhe:
Loading...

Somente após a aprovação da autarquia federal é que o caso será analisado pela Prefeitura de Campo Grande.

No entanto, a prefeita voltou a dizer que somente dará o aval para a nova empresa operar o transporte coletivo da Capital se houver melhorias imediatas aos passageiros, como troca de ônibus por modelos mais novos, veículos com ar-condicionado e reforma de terminais.

“Sem anuência da agência, do município e da prefeita, não tem comercialização. A gente tem cobrado para que tudo aconteça conforme a necessidade da cidade”, disse Adriane Lopes.

A prefeita comentou ainda a possibilidade da venda ‘não vingar’, afirmando que o processo de intervenção “estava caminhando para caducidade, tendo em vista o descumprimento do contrato e a má gestão durante todos esses anos dentro desse consórcio”, avaliou.

“Esse é o nosso desafio agora. Estamos acompanhando a equipe interventora e também esse prazo do Conselho Nacional [Cade]. O serviço não tem qualidade devido à má gestão durante muitos anos”, cravou.

Venda do Consórcio passa por Brasília antes de ‘aval’ de Adriane

O processo no Cade costuma durar cerca de 60 dias e, caso aprovado, será direcionado para o município de Campo Grande dar o aval, já que se trata de uma concessão pública do transporte coletivo. “O conselho nacional pode aprovar ou não a comercialização da empresa. Isso leva em média 60 dias. Só depois é que o município vai se posicionar, após a autorização do Cade”, explicou.

A intervenção no Consórcio Guaicurus foi decretada em 16 de junho, pelo prazo de 180 dias, o que levou à criação de uma junta interventora que avalia a situação do contrato antes de a Prefeitura tomar uma decisão sobre o futuro dos ônibus da Capital.

O anúncio da intenção de venda para a empresa de Goiás HP Mobilidade foi anunciado em 21 de julho. Para ser concretizada, a venda depende do aval da Prefeitura de Campo Grande.

Intervenção investiga fraudes, desvio de R$ 32 milhões e ‘caixa 2′ no Consórcio Guaicurus

As investigações sobre irregularidades praticadas pelo Consórcio Guaicurus — que ajudaram a provocar o caos no transporte público de Campo Grande — englobam três frentes de apuração: possível fraude fiscal, com a venda da principal garagem, possível desvio de R$ 32 milhões e omissões contábeis mantidas desde 2012.

No processo de intervenção que tramita na Justiça, o autor da ação popular, Luso Gabriel de Souza Queiroz Batista, acusa os donos do Consórcio Guaicurus de manobras para desviar mais de R$ 46 milhões através de transferências atípicas e ilegais feitas do caixa da concessionária para empresas particulares da família Constantino.

Um documento protocolado pela PGM (Procuradoria-Geral do Município) no processo de intervenção que tramita na Justiça Estadual traz dados do relatório da Comissão Especial de Intervenção sobre as três apurações.

Um dos pontos centrais destacados no relatório da comissão é a omissão contábil de receitas e fluxos de caixa, uma prática sob suspeita de ter ocorrido continuamente desde o ano de 2012. Os auditores investigam se dados financeiros do sistema foram ocultados ou não declarados adequadamente durante a execução do contrato de concessão.

Loading...

Notícias Destaque

Mail Icon

Assine nossa newsletter

Fique por dentro das últimas notícias, só preencher abaixo.

Leave A Comment

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.