R$ 500 mil em espécie e prisões: quem são os presos suspeitos de desvios no tapa-buracos em Campo Grande

13 de maio de 2026
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A Operação Buraco Sem Fim, deflagrada nesta terça-feira (12), atingiu a cúpula da infraestrutura de Campo Grande com a prisão de Rudi Fiorese, diretor-presidente da Agesul e ex-secretário de obras da capital. Outras seis pessoas também foram presas suspeitas de desvios. Veja o vídeo acima.

A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mira um esquema de corrupção e desvios de R$ 113 milhões em contratos de tapa-buracos em Campo Grande, onde o grupo é suspeito de forjar medições para receber por serviços não realizados.

Além de Rudi, veja quem são os outros presos:

  • Edvaldo Aquino
  • Antonio Bittencourt
  • Mehdi Talayeh
  • Erick Antônio Valadão de Paula
  • Fernando de Souza Oliveira
  • Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa

A ação também apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo. Os mesmos presos nesta terça-feira já foram alvos de operações antigas do MPMS, que também apurava desvios em obras públicas e prestações de serviços.

Em nota enviada, a Prefeitura de Campo Grande informou que os contratos referem-se a “manutenção de vias pavimentadas firmados desde 2017, em gestão passada”. Porém, o MPMS informou que as investigações de fraudes miraram contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025. Leia a nota da prefeitura na íntegra mais abaixo.

⚠️Parte dos alvos detidos nesta terça-feira já havia sido investigada em 2023 na Operação Cascalhos de Areia, que apurou desvios de R$ 300 milhões em contratos de máquinas e vias não pavimentadas. Entre os nomes que se repetem nas investigações do MPMS estão o ex-secretário Rudi Fiorese, o engenheiro Mehdi Talayeh e outros dois servidores da Sisep, Erick Antônio Valadão de Paula e Fernando de Souza Oliveira.

Quem são os presos na operação ‘Buraco Sem Fim’?

  • Rudi Fiorese

Rudi Fiorese é ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande e ocupa o cargo de diretor-presidente da Agesul. Ele foi preso por suspeita de participação em fraudes ligadas a contratos de tapa-buracos e manutenção de vias.

Ao g1, o advogado Werther Sibut de Araújo disse que aguarda acesso aos autos para se manifestar.

  • Edvaldo Aquino

Edvaldo Aquino, segundo o MPMS, é coordenador das ações de tapa-buracos na cidade. Ele também foi preso durante a operação. Após a prisão, a prefeitura publicou a exoneração do servidor.

Werther Sibut de Araújo também defende Aquino, e aguarda o acesso aos autos para se manifestar.

  • Antonio Bittencourt

Conforme o Portal da Transparência de Campo Grande, Antonio Bittencourt é dono da Construtora Rial LTDA, que soma mais de R$ 122 milhões em contratos com o município.

A defesa, feita pelos advogados Ricardo Machado e William Macksoud, informou que ainda não teve acesso aos autos e só irá se manifestar após analisar o conteúdo.

  • Mehdi Talayeh

Mehdi Talayeh é engenheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e foi preso na operação. Após a prisão, a prefeitura publicou a exoneração do servidor.

A defesa, representada pelo advogado João Vitor Comiran, afirmou que ainda não teve acesso aos fatos.

  • Erick Antônio Valadão de Paula

Erick Antônio Valadão de Paula é um dos investigados e teve mandado de prisão cumprido nesta terça-feira.

Ao g1, o advogado Fábio de Melo Ferraz disse que ainda vai se inteirar do caso e não soube informar quando o cliente será levado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

  • Fernando de Souza Oliveira

Fernando de Souza Oliveira também foi preso durante a operação.

Ele é defendido pelo advogado Fábio de Melo Ferraz, que informou que continua reunindo informações para se posicionar oficialmente.

  • Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa

A defesa de Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa não foi encontrada até a última atualização desta reportagem.

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