Radares passam a multar em Campo Grande enquanto buracos seguem desafiando quem dirige pela Capital
Terminou o período de adaptação e começou a fase das multas. Desde quarta-feira (15), os novos radares instalados em diferentes ruas e avenidas de Campo Grande passaram a autuar motoristas por excesso de velocidade, encerrando a etapa educativa iniciada em 30 de junho, quando os equipamentos funcionavam apenas para orientação dos condutores.
A partir de agora, os dispositivos passam a registrar infrações de trânsito, tendo como foco principal o controle da velocidade, mas também monitorando outras irregularidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
De acordo com o diretor de Trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ideu Vilela Rodrigues, os equipamentos são capazes de identificar, além do excesso de velocidade, o avanço do sinal vermelho, a parada sobre a faixa de pedestres e conversões realizadas em locais proibidos.
Segundo o diretor, as penalidades variam conforme a gravidade da infração. “As notificações que esses equipamentos podem gerar variam de notificação leve até a notificação gravíssima, lembrando que transitar em velocidade superior à máxima, acima de 50% da permitida, pode gerar a suspensão da CNH para o condutor infrator”, afirmou.
A Agetran sustenta que a ampliação da fiscalização eletrônica integra a estratégia do município para reduzir acidentes, reforçar a segurança viária e melhorar a fluidez do trânsito nas principais vias da Capital.
Os novos equipamentos foram instalados nos seguintes pontos:
- Avenida Ministro João Arinos, nas proximidades do nº 4.136, nos dois sentidos da via;
- Rua Brilhante, próximo ao nº 3.188;
- Avenida Duque de Caxias, no cruzamento com a Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho;
- Avenida Afonso Pena, no cruzamento com a Rua Bahia;
- Avenida Afonso Pena, nas proximidades do nº 6.134, na região do Bioparque Pantanal;
- Avenida Afonso Pena, no sentido oposto ao nº 6.134;
- Rua Ceará, no cruzamento com a Rua Amazonas;
- Avenida Bandeirantes, nas proximidades do cruzamento com a Rua Itália.
Durante pouco mais de duas semanas, entre 30 de junho e 14 de julho, os radares permaneceram em funcionamento exclusivamente para fins educativos. Nesse intervalo, os condutores não foram autuados, embora os equipamentos já estivessem registrando o comportamento do tráfego.
Com o fim da fase de orientação, a recomendação da Agetran é para que os motoristas observem atentamente os limites de velocidade estabelecidos pela sinalização de cada trecho e redobrem a atenção ao volante.
A entrada em operação dos novos radares, entretanto, ocorre em um momento em que outra reclamação continua ocupando espaço no debate sobre mobilidade urbana em Campo Grande: a persistente crise dos buracos espalhados pelas ruas e avenidas da cidade.
Na prática, o campo-grandense passa a enfrentar um desafio duplo. Como diz o velho ditado, agora terá de fritar um peixe olhando para o gato: manter os olhos nos novos radares para evitar multas, sem descuidar das crateras que seguem impondo riscos à segurança, prejuízos aos veículos e dificuldades para quem circula diariamente pela Capital.
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