Fachada azul-esverdeada da Santa Casa de Campo Grande, com letreiro e pessoas na entrada

Santa Casa de Campo Grande passa a atender no pronto-socorro só emergências encaminhadas pela rede a partir desta sexta (16); veja onde procurar atendimento

16 de outubro de 2026
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Fachada azul-esverdeada da Santa Casa de Campo Grande, com letreiro e pessoas na entrada
Fachada da Santa Casa de Campo Grande; restrição no pronto-socorro vale a partir desta sexta (16), segundo a gestão provisória — Foto: Ana Lorena Franco/Portal RCN67

A Santa Casa de Campo Grande passa a receber no pronto-socorro adulto, a partir desta sexta-feira (16), apenas casos de emergência encaminhados oficialmente pela regulação do município ou do Estado. A restrição foi anunciada pela gestão provisória do hospital em entrevista coletiva na quinta-feira (15), para começar em 24 horas, segundo o Portal RCN67. Até a manhã desta sexta, não houve anúncio de recuo ou adiamento.

“Essa restrição vai começar em 24 horas. Nós só vamos atender pacientes encaminhados oficialmente pela rede”, afirmou o gestor provisório, Luiz Alberto Kanamura, de acordo com o RCN67. Ele assumiu a administração do hospital em 23 de setembro, após decisão judicial.

Quem procurar o hospital por conta própria pode receber os primeiros cuidados, se estiver em risco, mas não terá a admissão garantida e deverá ser direcionado ao serviço indicado pela rede, explicou Kanamura, segundo o Correio do MS. O gestor disse que o hospital não pode negar o primeiro socorro, mas que isso não o obriga a manter o atendimento até a resolução do caso.

A estimativa inicial da direção é que cerca de 20% dos pacientes adultos do pronto-socorro sejam afetados. A unidade atende, em média, 110 adultos por dia. A gestão ainda não definiu quantas pessoas serão redirecionadas nem todos os setores que terão mudanças.

O que fica como prioridade

Segundo a direção, a estrutura do hospital vai se concentrar em: – politraumas graves; – neurocirurgia e neurologia clínica; – ortopedia; – cardiologia clínica e cirúrgica; – cirurgia vascular; – grandes queimados.

A direção diferenciou emergência — situação que exige intervenção imediata — de urgência, que pode demandar atendimento em até 12 horas.

E quem já está internado?

A restrição não significa transferência automática dos pacientes internados. A proposta é avaliar caso a caso e direcionar a outros hospitais quem puder ser atendido em unidades alternativas. A assistência cardíaca pediátrica não está entre as prioridades definidas agora; segundo a gestão, o Estado negocia outro local para esse atendimento.

A relação completa dos serviços que continuam e dos que podem ser reduzidos deve ser apresentada entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Não há previsão para a volta do funcionamento normal.

Onde procurar atendimento

A orientação da gestão é procurar a rede pública e ser encaminhado pelos canais oficiais de regulação. Em Campo Grande, as UPAs e os CRSs funcionam 24 horas, todos os dias:

UnidadeBairro
UPA LeblonJardim Leblon
UPA Coronel AntoninoCoronel Antonino
UPA UniversitárioUniversitário
UPA Vila AlmeidaVila Almeida
UPA MoreninhasMoreninha III
UPA Santa MônicaSanta Mônica
CRS Aero RanchoAero Rancho
CRS Coophavila IICoophavila II
CRS Nova BahiaNova Bahia
CRS TiradentesTiradentes

Em emergência, ligue para o Samu, 192.

Contexto

O hospital, maior referência em urgência e trauma do Estado, enfrenta crise financeira. O Ministério Público de MS (MPMS) avalia que o novo contrato com Prefeitura e Governo do Estado não basta para afastar o risco de colapso. A direção também informou que decidiu não assinar, por enquanto, o novo contrato com o Governo do Estado e a Prefeitura, segundo a Gazeta MS.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que não foi comunicada pela Santa Casa sobre a decisão e que o fluxo de encaminhamento de pacientes segue normalmente, conforme o convênio vigente, segundo o portal Primeira Página. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não havia se manifestado publicamente sobre a restrição até a manhã desta sexta.

Fontes: RCN67 — anúncio da gestão provisória; Capital News — gestão judicial desde 23/09; Correio do MS — primeiros socorros; Primeira Página — nota da Sesau; Gazeta MS — contrato; JD1 — MPMS vê risco de colapso; CNES/DataSUS — UPAs 24 h.

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