Alvo de nova ação por corrupção, Patrola teve R$ 2,5 milhões em veículos bloqueados pela Justiça

19 de agosto de 2026
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Após determinar bloqueio de até R$ 1.063.051,81 em bens e valores do empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola, a Justiça restringiu 14 veículos da frota particular do empresário, avaliados em R$ 2.576.571,00.

empreiteiro é alvo da Operação Máquinas de Areia, deflagrada no início do mês pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), que apura indícios de corrupção em contratos de obras na Prefeitura de . Na ocasião, agentes estiveram na mansão do empreiteiro, no Residencial Damha.

O bloqueio foi determinado pelo juiz Wilson Leite Corrêa, da 5ª Vara Cível de , em ação movida por familiares de motociclista que morreu após ser atropelado por um caminhão da empreiteira de Patrola, a ALS Transportes, em acidente ocorrido na MS-080, perto da entrada de , no dia 17 de dezembro de 2016.

A apuração sobre o patrimônio do empresário e de suas empresas revelou um cerco judicial ainda mais amplo. No processo original, a ordem do magistrado alcançou, ao todo, 39 veículos vinculados ao grupo, somando às frotas da pessoa física e das empresas André L. dos Santos EIRELI, André L. dos Santos Ltda. e A L dos Santos e Cia Ltda.

Paralelamente às restrições de veículos, a Justiça também bloqueou contas e ativos financeiros até o montante de R$ 1.063.051,81. Nas varreduras bancárias, foram encontrados R$ 1.855,22 nas contas pessoais do empresário e R$ 92.054,64 nas contas da pessoa jurídica.

Patrola tenta liberar frota pessoal

Após o bloqueio, Patrola entrou com recurso na Justiça para tentar reverter a indisponibilidade dos bens de sua frota pessoal, apresentando uma lista com 14 veículos, entre duas Hilux, duas S10, caminhões e até um jet ski, avaliado em R$ 155 mil.

Somente essa lista de veículos registrados em nome do empreiteiro supera o montante de R$ 2,5 milhões.

Para o advogado de Patrola, houve excesso no bloqueio, superando o valor pleiteado no processo. A defesa do empresário quer que os bloqueios recaiam somente sobre a ALS Transportes, que não possui bens suficientes em seu nome — por isso, o juiz estendeu o bloqueio para a outra empreiteira e para o patrimônio pessoal de André Luiz.

Em um infográfico apresentado à Justiça, os advogados de Patrola alegaram que a empreiteira André L. dos Santos Ltda., com capital social de R$ 10 milhões, é o ‘porto seguro’ para o patrimônio do empresário e que a medida de bloqueio sobre ela pode inviabilizar as operações financeiras do grupo.

Alvo de nova operação contra corrupção

A nova fase da Operação Cascalhos de Areia, denominada Máquinas de Areia, deflagrada pelo Gecoc no dia 6 de agosto, mirou empresas ligadas a Patrola.

Conforme apurado pela reportagem, equipes do Gecoc estiveram na mansão do empreiteiro e na sede da Engenex Construções e Serviços Ltda. (CNPJ 14.157.791/0001-72), localizada na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

A empresa MS Brasil Comércio e Serviços Eireli (CNPJ 14.335.163/0001-30) também foi alvo. As duas empresas são apontadas pelas investigações do Ministério Público como ‘laranjas’ de Patrola, que seria o sócio oculto desses CNPJs. No papel, o sócio-proprietário das duas empresas é Edcarlos Jesus Silva, conforme consta em dados públicos fornecidos pela Receita Federal.

Nas investigações da ‘Cascalhos de Areia’, o MP citou a ‘confusão’ que também ocorria com a Engenex e MS Brasil com Patrola, uma vez que documentos das três foram encontrados no escritório da empresa de Patrola, por exemplo.

O Ministério Público afirmou que as fraudes em contratos de locação de máquinas e cascalhamento na Prefeitura de Três Lagoas ultrapassam a cifra de R$ 100 milhões.

A defesa de Patrola não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamento.

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