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Caso Mariana Ferrer tem sentença de “estupro culposo” e gera revolta nas redes sociais

Desde meados de setembro, um caso de estupro ocorrido contra uma jovem tem sido um dos principais assuntos debatidos na internet. Com a hashtag #justiçapormariferrer, internautas fizeram o termo chegar ao topo do trending topics do Twitter para debater os possíveis resultados do julgamento do empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem promoter Mariana Ferrer, 23 anos, durante uma festa em 2018.

Segundo o promotor responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação, não existindo portanto “intenção” de estuprar.

Por isso, o juiz aceitou a argumentação de que o réu cometeu “estupro culposo”, um “crime” não previsto por lei. Como ninguém pode ser condenado por um crime que não existe, Aranha foi absolvido. De acordo com o site The Intercept, responsável pela cobertura completa do caso, a “excrescência jurídica”, até então inédita, foi a cereja do bolo de um processo marcado por troca de delegados e promotores, sumiço de imagens e mudança de versão do acusado. 

Com o fim do julgamento, o resultado gerou uma nova onda de revolta na internet: André foi considerado inocente. Imagens da audiência as quais o Intercept teve acesso mostram Mariana sendo humilhada pelo advogado de defesa de Aranha. Assista:

Clique aqui e confira a matéria completa do The Intercept.

Internet reage à sentença

Pelas redes sociais, a reação de revolta foi unânime. Figuras públicas e internautas de todo o mundo se posicionaram sobre o caso e questionaram o veredito que inocentou Aranha.

“Estupro é um dos crimes mais terríveis da Terra.O problema é que quem lidam com estupro é que eles tentam ensinar as mulheres se defender. Enquanto que o que precisa ser feito é ensinar os homens a não ESTUPRAR NÃO EXISTE ESTUPRO CULPOSO, NINGUÉM ESTUPRA SEM INTENÇÃO DE ESTUPRAR”, destacou uma internauta.

Caso Mariana Ferrer traz sentença inédita de “ESTUPRO CULPOSO” sem a intenção de estuprar, crime que sequer existe em lei. Vocês tem noção de que essa sentença abre um portal para que as mulheres sejam atacadas ainda mais?”, questionou uma outra internauta. 

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Foto: Reprodução.

Outra internauta também se posicionou contra a sentença e destacou a recorrência de culpar a vítima: “Eu não creio que é pleno 2020 e ainda é necessário DESENHAR quando é estupro ou não. Estupro culposo não existe, ele cometeu um crime e devia estar na cadeia, não acredito que ainda tem discussão pra isso, devia ser algo óbvio.”, ressaltou.

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